Imóveis históricos poderão ter placas de identificação em Resende

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RESENDE

Imóveis do município que tenham relação com personagens ou fatos históricos passarão a conter placas informativas. A medida é fruto da Lei nº3682/2021, de autoria do presidente do Legislativo, o vereador Reginaldo Paulo da Silva, o Reginaldo Engenheiro Passos (Podemos).

Segundo o vereador, o intuito é ajudar a “manter viva” a história da cidade. “A ideia é identificar esses locais e explicar sua importância por meio de placas, de forma que moradores e visitantes de Resende tenham acesso facilitado a essas informações”, comenta Reginaldo.

Pela lei, no caso de grandes personalidades, as placas devem conter o nome, as datas de nascimento e falecimento, a profissão e uma breve biografia. No que diz respeito aos locais em que ocorreram fatos históricos, deve constar um resumo do ocorrido e o motivo de sua relevância. A norma estabelece que a placa deverá ser padronizada e ficar instalada em local visível. Não obstante, em se tratando de propriedades privadas que se enquadrem na lei, a afixação da placa dependerá da concordância do proprietário.

Para se ter uma ideia, Resende tem 63 imóveis tombados pelo Patrimônio Histórico Municipal, a grande maioria deles construída com mão de obra escrava. Dentre eles, um dos destaques é o “Palacete”, localizado na Praça do Centenário, que foi construído no século XIX, e chegou a hospedar a Princesa Isabel e Conde D’Eu, bem como vários governadores de estado.

Outro imóvel de Resende de reconhecida importância histórica é o “Sobrado de Dona Maria Benedita”, construído em 1840 pelo Comendador Manoel Gonçalves Martins, um dos maiores produtores de café da região, e que, mais tarde, pertenceu à sua filha, Maria Benedita, conhecida como a Rainha do Café. O sobrado foi o centro da vida social de Resende no Século XIX e há registros de que, em uma de suas festas, foi servido, pela primeira vez na cidade, sorvete.

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