Vereadores recebem integrantes do Movimento Direita Piraí

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PIRAÍ

O presidente da Câmara de Vereadores, Alex Joaquim (PP) e o primeiro secretário, vereador Júnior Rocha (DEM), receberam integrantes do Movimento Direita Piraí na última semana. Os representantes do movimento entregaram três propostas voltadas para a educação. Uma delas, um projeto de lei instituindo a comemoração do Dia dos Pais e das Mães no calendário escolar das redes públicas e privadas já até começou a tramitar no Legislativo, com autoria dos vereadores Alex Joaquim, Júnior Rocha e Ricardo Passos (PSD).

Sobre o projeto, os integrantes do movimento explicaram que neste ano, nos meses de maio e agosto, as duas datas não foram celebradas nas escolas administradas pela prefeitura. “A comemoração do Dia dos Pais e das Mães é uma forma de valorizar a presença da figura paterna e materna em nossas vidas”, consta em um dos trechos do ofício entregue pelo coordenador do Direita Piraí, Cristiano Heleno, e o pastor Paulo Comitre.

Outra proposta debatida foi a necessidade de Piraí ter uma Escola Cívico-Militar de ensino básico e médio. Os integrantes do Movimento lembraram que um terreno chegou a ser desapropriado no Varjão para abrigar a sede da unidade, no entanto, o município acabou não aderindo ao programa do Ministério da Educação (MEC). “Nossa intenção é resguardar o melhor para nossas crianças”, salientou Cristiano.

Para a Escola Cívico-Militar, o MEC vai liberar R$ 54 milhões em 2020 para ser investido no pagamento de pessoal em algumas instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar e reformas, entre outras intervenções. O Ministério da Defesa irá contratar militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nos estabelecimentos. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogáveis por até dez, podendo ser cancelado a qualquer tempo.

Ainda na reunião os presentes debateram a possibilidade de apresentação de outro projeto de lei, dessa vez instituindo a Escola Sem Partido. A iniciativa proíbe professores de abordar opiniões e visões políticas em sala de aula de escolas municipais. Entre os objetivos da proposta, seria a “neutralidade política, ideológica e religiosa”, além do impedimento da instituição de ensino em “abordar questões sobre a orientação sexual”. O tema será tratado em audiência pública, em data ainda a ser marcada. O presidente da Casa, Alex Joaquim, disse que nada melhor do que representantes de diferentes segmentos da sociedade para debater o tema.