Servidores da Educação protestam por salários em Barra Mansa

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BARRA MANSA

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação de Barra Mansa (Sepe-BM) realizou nesta sexta-feira, 22, uma paralisação de 24 horas nas atividades da rede municipal de ensino. Houve protesto reivindicando melhores salários e condições de trabalho, além de críticas à Reforma da Previdência. A ação começou por volta das 9 horas, na Avenida Joaquim Leite, no Centro. Um grupo de manifestantes caminhou pelas ruas até o Centro Administrativo Municipal Prefeito Luis Amaral (Campla). Com faixas e cartazes eles pediram respeito à categoria e, sobretudo, melhores condições salariais e de trabalho. “No dia 18 realizamos uma assembleia e a categoria, insatisfeita sem data-base, reajuste, achou melhor aderir ao movimento.

Os servidores realizaram ato pacífico criticando o governo municipal – Foto: Divulgação

Queremos que o governo realize concurso público, porque as pessoas que estão no processo seletivo também vão se submeter a baixos salários. Esta na hora dele (prefeito) olhar para a Educação, estamos literalmente em pânico”, disse Marcília Martuscelo, diretora do Sepe-BM e funcionária da educação no município.

O professor Carlos Roberto de Almeida criticou a situação dos servidores da Educação em Barra Mansa. “A gente tem um problema enorme que é a falta de diálogo e leis que não são cumpridas. O que temos conseguido de avanço é a partir de ações judiciais. Faltam recursos para os professores trabalharem, material didático. As condições são das piores possíveis e as escolas têm problemas estruturais muito sérios. Estamos nesse processo de mobilização por conta disso e também pelo dia nacional contra a reforma da previdência”, argumentou o professor de Geografia que também integra a diretoria colegiada do Sepe-BM. Diante da sede do governo municipal o protesto fluiu de forma pacífica.

Os manifestantes expuseram os contracheques como crítica aos valores recebidos – Foto: Fábio Guimas

AÇÃO INOPORTUNA

Na avaliação do governo municipal a paralisação do Sepe-BM é incoerente com as ações que a gestão atual desempenha a favor da categoria. O prefeito Rodrigo Drable salientou respeitar o direito à manifestação dos profissionais da Educação, porém frisou ser “um pouco de falta de bom senso na crise que a gente vive e com o salário que mais que dobrou em quatro anos, as pessoas fazerem uma paralisação de aula e de alunos nesse momento”.

A declaração dele tem como base os valores passados pela Secretaria Municipal de Educação diante do reajuste concedido aos professores a partir de 2017, seu primeiro ano como gestor. Em fevereiro de 2015 o salário bruto (composto do salário-base, acrescido do adicional de magistério e do adicional especial) praticado em Barra Mansa era de R$ 1.395,63. Na atual gestão, o salário pago é de R$ 3.024,51. Dados do governo revelam a sequência de reajustes do salário-base sendo R$ 1.395,63 em 2015; R$ 1.760 em 2016; R$ 2.570,54 em 2017; R$ 2.902,22 em 2018 e R$ 3.024,51 atualmente. “O nosso governo sempre esteve aberto às negociações, ao diálogo com o Sepe. Os números comprovam a valorização realizada e nossa gestão para a categoria, piso acima do praticado em muitas cidades da região”, disse Drable, lembrando que sempre são recebidos pela Secretaria de Educação.

3 Comentários

  1. Meu salário base é de 756 reais. Pelo meu concurso meu salário base deveria ser ao menos o mínimo. E esse prefeito se recusa a acertar. Não recebo aumento faz muitos anos. Por mim esse aí não se reelege e pelos funcionários também não. É isso que todo mundo fala

  2. Eu trabalho a mais de 20 anos como auxiliar de recreação na secretaria de educação em uma creche ,quando fiz o concurso meu piso salarial era maior que o piso nacional e hoje tenho um piso bem a baixo ,uma escola não funciona apenas com professores ,tem também o grupo de apoio e é por nos que o Sepe esta lutando ,somos tão importantes como os professores para um bom funcionamento da escola e estamos a mais de 3 anos sem reajuste

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