OMS afirma que vacinação está muito desigual para países exigirem comprovativo em viagens

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GENEBRA/NOVA IORQUE

Depois de mais de um ano e meio de pandemia provocada pela Covid-19, muitas pessoas estão ansiosas para poder retornar a uma vida normal e voltar a viajar. Vários países já estão autorizando a entrada de turistas que têm a vacinação completa.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) é contra essa política, uma vez que o acesso às vacinas ainda está bastante desigual.

PCR E QUARENTENA  

De Genebra, a diretora-geral assistente para Medicamentos, Vacinação e Fármacos da OMS, Mariângela Simão, falou à ONU News sobre alternativas mais igualitárias que podem garantir a segurança das pessoas durante viagens. “Em primeiro lugar, a OMS é absolutamente contrária à vacinação ser pré-requisito para viagens. Porque dada a essa enorme inequidade no acesso à vacina, você não está num ponto em que todo mundo tem acesso, todos os países têm acesso. Então a OMS tem reforçado, encorajado os países a não criarem mais barreiras do que necessário, porque tem outras formas. Antes das vacinas, você tinha países, por exemplo, que exigiam um teste rápido, um PCR para poder entrar no país, fazer outras medidas como quarentena e tudo o mais”, comentou Mariângela.

SEGURANÇA PARA AS CRIANÇAS  

Segundo a representante da OMS, exigir um certificado de vacinas atualmente apenas aumentam as desigualdades. Ela explica que 74 países têm menos de 10% da população com a vacinação completa e a maior predominância de países com baixa cobertura está na África. Mariângela Simão destaca que ainda não foram comprovados os benefícios das vacinas contra a Covid-19 em crianças, sendo necessário aguardar por mais estudos em relação à segurança para essa faixa etária menor.

A entrevista na íntegra de Mariângela Simão estará nesta segunda-feira na página da ONU News.

 

* Silas Avila Jr – Editor Internacional