O que Brumadinho nos ensina sobre a reserva de emergência

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Nesta última semana o Brasil inteiro lamentou a tragédia de Brumadinho. O rompimento de uma barragem com rejeitos da exploração de minério afetou inúmeras pessoas. Algumas estão desabrigadas, outras perderam propriedades comerciais, e a muitas famílias tiveram sua maior perda, aquela que não dá pra mensurar o valor: um marido, uma esposa, um filho, filha ou outro ente querido. Era um dia normal como outro qualquer, chovia um pouco mais, como já havia acontecido em outros episódios, e de repente o inesperado aconteceu.
Frente a este fato, tão lamentável, te pergunto: Você está preparado para o imprevisto?
A gente nunca vai estar preparado emocionalmente para esse tipo de episódio, a dor é inevitável, mas o sofrimento que vem depois não. A reserva de emergência nunca fez tanto sentido em um discurso. O dinheiro que a gente guarda todo mês, aos poucos vai se transformando em um montante, e dinheiro existe pra ser usado (com sabedoria). Em um momento de crise como esse, esta reserva não pode curar a dor de perder parte de sua família, seus pertences, ou sua fonte de renda temporariamente, mas pode resolver o desconforto evitando a necessidade que você e sua família teria que passar. Aproveito pra dizer como é melhor e mais seguro transformar seu dinheiro em papel em dinheiro virtual. Guardar dinheiro em casa é perigoso, não só pela violência, mas pela condição do armazenamento e o risco de um desastre. No banco ele já está assegurado. E se você insiste em guardar dinheiro no colchão porque não quer pagar por este serviço, qualquer banco faz isso de graça, é só abrir uma Caderneta de Poupança.
Outra coisa muito relevante que deve ser ressaltada é a importância dos seguros. Perder alguém é uma fase dolorosa, que às vezes demora demais a passar, e o seguro de vida não vai resolver isso, mas vai evitar que a família perca a fonte de renda do seu provedor, da noite para o dia, e encontre necessidade não tendo como custear a transmissão dos bens herdados.
Seguros também protegem bens do imprevisível. Casas, comércio ou empresas também podem causar muito transtorno quando o inesperado chega. Muitas famílias estão sem teto em Minas Gerais depois do desastre, imagine a tristeza de ver um imóvel, conquistado com tanto esforço ir embora com a lama. Com certeza foram anos de trabalho, e para reconstruir, vai levar um bom tempo novamente. Um seguro residencial é relativamente barato, e além de ressarcir o valor perdido com o imóvel e o conteúdo, te dá assistência enquanto resolve o sinistro. Na maior parte das apólices você conta com uma diária para usar em alguma hospedagem e não precisar ficar desabrigado enquanto tudo não se normaliza. Da mesma maneira são os seguros empresariais, protegem o patrimônio da sua empresa e garante indenização à família dos seus funcionários.
Não espere o imprevisível chegar! Na verdade, esperamos que ele nunca chegue, mas o melhor a se fazer é garantir que o sofrimento que ele pode trazer não seja aumentado.
Foi uma semana de muita dor e tristeza. Meus sentimentos às famílias afetadas pela tragédia.

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