Número de visitantes no Cemitério Municipal Isidório Ribeiro não foi o esperado

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VOLTA REDONDA

A expectativa da direção do Cemitério Municipal Bom Jardim Isidório Ribeiro, no Retiro, o maior em extensão da região, era de seis mil visitantes no Dia de Finados, celebrado ontem. Mas pelo jeito, o número de pessoas no local não foi o esperado. Em comparação aos anos anteriores, a quantidade de vendedores de flores e produtos diversos, como a de limpadores de túmulos foi bem maior.

Túmulos sujos, sem flores e sem visitantes. Isso foi observado por algumas pessoas que estiveram ontem no Cemitério Municipal. Acostumados com tráfego intenso nas ruas próximas à entrada do local e fila para chegar aos túmulos, muitas pessoas estranharam. Uma delas foi a aposentada Malvina dos Reis Santos, 75 anos. Malvina contou que, todos os anos ela visita o túmulo de parentes. Por isso, sabe bem como é o movimento. “Horas dessas aqui não dava nem para andar de tanta gente. Hoje, tudo está mais tranquilo, tanto em relação ao número de pessoa a pé como o de carro. Tem pouca gente mesmo”, relatou a aposentada. Lembrou ainda que, em compensação, o número de vendedores parece que aumentou. “Tem vendedores, mas falta gente para comprar”, completou.

Outro que está acostumado com um número maior de pessoas no cemitério é o também aposentado Sebastião Marciano, de 77 anos. Disse que não passa nenhum Dia de Finados sem visitar o túmulo onde a mãe, esposa e uma irmã estão sepultadas. Disse que percebeu que este ano a quantidade de gente no local reduziu muito. Ele atribuiu isso ao fato de ser feriado prolongado e as pessoas terem aproveitado para viajar.

Já em mais quantidade, os lavadores de túmulos se queixaram da falta de serviço. Alguns disseram que, esse ano foi o pior de todos os tempos. Lembraram que, ontem, a maioria das pessoas preferiu limpar os túmulos. A crise financeira, segundo eles, foi o principal motivo para que essas pessoas deixassem de pagar pelo serviço. “Além das pessoas estarem sem dinheiro, muitas viajaram e são justamente essas que pagam a gente para limpar os túmulos. Mesmo assim, estamos faturando um pouquinho”, informou o metalúrgico Douglas Silva Vicente, de 26 anos. Informou que, estava cobrando de R$10 a R$15 para fazer a limpeza. Só que, de acordo com ele, o faturamento foi dividido para quatro. “Estamos em quatro e tudo que ganhamos tem que ser dividido. Tenho meu emprego, mas já acostumei todos os anos fazer isso”, completou. Nos dois cemitérios, os visitantes participaram de duas missas, sendo uma pela manhã e outra à tarde.

 

Fábio Guimas

Legenda:  Acostumados com tráfego intenso nas ruas próximas à entrada do local e fila para chegar aos túmulos, muitas pessoas estranharam

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