Direção do Sindicato propõe férias para trabalhadores da Construção  Civil em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Volta Redonda, Sebastião Paulo de Assis, propôs às empresas que adotem o sistema das férias antecipadas para os trabalhadores da área. De acordo com o sindicalista, poderiam ser adotadas também as férias coletivas ou individuais, conforme regra já estabelecida na Medida Provisória (MP) 927, do Governo Federal.

De acordo com o presidente, a proposta orienta que as férias antecipadas precisam ser avisadas até 48 horas antes e não podem durar menos que cinco dias; podem ser concedidas mesmo que o período de referência ainda não tenha transcorrido e quem pertence ao grupo de risco do Coronavírus tem prioridade para o gozo de férias, entre outras determinações.  Lembrou ainda o presidente que, apesar da MP não determinar de fato o que deverá ser feito nessa crise, deixando a situação do trabalhador a critério do empregador, a aplicação das férias é a melhor solução para evitar as aglomerações. “É preciso colocar o trabalhador em quarentena e evitar a disseminação da doença, conforme as orientações dos órgãos de saúde”, explicou o sindicalista.

GARANTIAS ÀS EMPRESAS

O presidente do Sindicato destacou que, recursos o governo tem, mas até o momento só fez dar garantias às empresas. “O que as categorias precisam é de propostas para pagar um salário justo, ajuda, aos trabalhadores neste período de crise e criar garantias de estabilidade dos empregos. Mais do que o lucro, o mais importante no momento é a vida dos trabalhadores”, ressaltou, lembrando que o governo quer dar saída para essa crise, aplicando reformas que expõem o trabalhador ao contágio no transporte coletivo, refeitórios das empresas, entre outros.

Sebastião lembrou que, além da preservação dos direitos, o sindicato também orienta as empresas sobre a necessidade de reforçarem os meios de prevenção da doença, disponibilizando aos trabalhadores que não foram dispensados, locais com água, sabão, álcool em gel e máscara. E também meios para a higienização dos instrumentos de trabalho.

Ressaltou ainda o sindicalista que, a entidade reivindica ao Governo Federal a criação de um fundo de emergência, para garantir salário para desempregados e informais. “A entidade propõe também o incentivo a acordos coletivos que preservem a estabilidade dos salários e dos empregos durante a pandemia e crie opções para os setores que paralisaram suas atividades, com a contrapartida de manutenção do emprego, salário e direito, além de outras prioridades”, concluiu.

 

 

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