Coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda fala sobre a Ômicron

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SUL FLUMINENSE

O surgimento de uma variante no novo coronavírus confirmado em regiões da África preocupa especialistas de saúde. Batizada de Ômicron – letra grega correspondente à letra ‘o’ do alfabeto – a cepa B.1.1.529 foi identificada em Botsuana, país vizinho à África do Sul, em meados de novembro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante pode se tornar responsável pela maior parte de novos registros de infecção pelo novo coronavírus em províncias sul-africanas.

O coordenador da Vigilância em Saúde de Volta Redonda, Carlos Vasconcelos, falou ao A VOZ DA CIDADE que, como com as outras cepas, essa também chegará ao Brasil e se preparar para ela é ideal. Ele ratifica que os cuidados, como sempre é frisado, devem ser mantidos. “A gente acredita que essa nova cepa chegará rápido ao nosso país. Por isso as pessoas devem se atentar para está com a vacina em dia”, disse, Carlos Vasconcelos, ressaltando também a imunização contra a Influenza, que segue sendo aplicada em Volta Redonda e também em Barra Mansa.

Esta nova variante é portadora de dezenas de mutações genéticas que podem afetar os índices de contágio e de letalidade. A OMS, entretanto, afirmou que ainda não há estudos suficientes para afirmar as propriedades da Ômicron, mas que já existem esforços científicos acelerados para estudar as amostras. Um time de cientistas de universidades da África do Sul está decodificando o genoma da Ômicron, juntamente com dezenas de outras variantes do novo coronavírus.

Ainda de acordo com Vasconcelos com o fim de ano, as festas comemorativas devem ser feitas com responsabilidade, evitando ambientes fechados com muitas pessoas. Ele ainda informou que Volta Redonda já está intensificando as análises de casos de Covid-19 para que, quando a nova variante chegar, o município descubra o quanto antes. “Além disso, iremos intensificar a vacinação. Estamos realizando parcerias com lojas e os shoppings para colocarmos pontos de vacinação, para vacinarmos com mais primeiras doses e realizar a repescagem de quem não se vacinou”, disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste domingo, dia 28, que os cuidados com a nova variante Ômicron são os mesmos tomados com cepas anteriores do novo coronavírus. Segundo Queiroga, trata-se de “uma variante de preocupação” e não de uma “variante de desespero”. O ministro assegurou que as autoridades sanitárias brasileiras têm “todas as condições para assistir a população”.

‘Vacinação contra Influenza não pode ser esquecida’ afirma pneumologista de Barra Mansa

Com o objetivo de se evitar um surto de gripe (influenza) como está acontecendo no Rio de Janeiro, onde mais de seis mil casos foram registrados apenas na última semana, o secretário Leo Prates solicitou da Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde 100 mil doses extras da vacina contra o vírus. A vacinação contra a Influenza, doença cujos sintomas coincidem com alguns da Covid-19, também é uma preocupação de especialistas.

Na região, a imunização vem sendo feito em pessoas com mais de seis meses de idade.

Em conversa com o médico pneumologista de Barra Mansa, Dr. Francis Bullos, a cultura antivacina cresceu ainda mais com a chegada da Covid-19. Isso porque houve o menosprezo da gravidade da doença, aumentou mais o negacionismo. “Com a chegada das vacinas contra a Sar-Covid muita gente começou a dizer que o imunizante não era confiável. Isso prejudicou não apenas a vacinação contra a Covid, como também contra outras doenças”,  afirma.

A Influenza ou gripe é uma doença viral, aguda do aparelho respiratório, que provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal-estar. Geralmente benigna e autolimitada, pode em alguns casos apresentar complicações, levando à internação hospitalar e até mesmo ao óbito em casos extremos.