Carreata pedindo justiça pelo assassinato de Renan Rosa acontece hoje

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Familiares e amigos de Renan Fonseca Rosa, 26 anos, assassinado na noite do dia 25 de julho, no bairro Boa Sorte, farão nesta sexta-feira, a partir das 19h30min, um manifesto. Cerca de 100 pessoas estão sendo esperadas em uma carreata que sairá do bairro sentido à 90ª Delegacia de Polícia, onde pedirão paz e justiça. A concentração será na Oficina da Costela, onde os presentes farão uma oração. A saída em carreata está prevista para às 21 horas. A família acredita que o crime não foi latrocínio, roubo seguido de morte – e pede que a polícia chegue ao autor do crime. Renan foi assassinado com três tiros na cabeça e um no braço.

Segundo um familiar que preferiu não se identificar, Renan era um homem de família, cresceu na Igreja Católica. “Foi criado pela mãe e os avós maternos, pois perdeu o pai em um acidente de moto quando tinha um ano. Ele era muito dedicado aos amigos e, principalmente a filha de seis anos. Ele era casado. Todos que o conheceram só diziam coisas boas sobre ele. Ficamos surpreendidos com a comoção que houve e com as pessoas que estão se dispondo a participar do ato de paz”, declarou o membro da família que está devastada com a morte do rapaz e ainda sem acreditar na crueldade do crime.

Renan dirigia um Fiat Uno, na Rua Ademir Pineschi, quando foi abordado e morto próximo a um bar. Segundo a família, tinha um amigo no carro com ele no momento do crime. Ele teria dito que um homem encapuzado anunciou um assalto e Renan teria descido do carro quando foi atingido. Ele estava na rua onde sua família morava, quando foi assassinado. “As investigações estão correndo em segredo de Justiça, o que sabemos é que ele desceu do carro e levou os três tiros na cabeça. O local é cheio de câmeras e os vidros do carro eram escuros. Um bar perto estava lotado. Nada foi levado. Acreditamos que foi um crime de ódio”, disse o familiar, dizendo que Renan não teria envolvimento com nada de ilícito e não se envolvia em brigas. Frisou que seria mesmo por conta da crueldade.

Renan era morador de Resende, mas estava passando férias em Barra Mansa; local onde ele sempre esteve por conta dos familiares e amigos. “Todo final de semana eles estavam aqui. Renan trabalhava também em Barra Mansa. Queremos justiça e paz. Foi um crime muito cruel. A família toda o viu caído no chão, morto. A mãe dele teve que ser tirada do lado do corpo. Ele era um menino muito bom. Não merecia isso”, disse o familiar.

Ao A VOZ DA CIDADE, o delegado titular da Delegacia de Polícia, Ronaldo Aparecido de Brito, disse que as investigações estão em andamento. Adiantou que não teria sido mesmo latrocínio, mas sim um homicídio. “Inclusive a motivação está girando em torno de problemas particulares. Tudo está sendo investigado e estamos trabalhando com imagens”, disse.