Arte na Capa do MIS Resende apresenta a mostra “7 Polegadas – Discos Compactos”

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Os amantes dos discos de vinil não podem perder a exposição ‘Arte da Capa’ deste mês do Museu da Imagem e do Som de Resende. Promovida pela Prefeitura de Resende, por meio da Fundação Casa de Cultura Macedo Miranda, a mostra reúne discos compactos de sete polegadas que se transformaram em uma verdadeira febre da discografia brasileira no final do século passado. A exposição ficará aberta ao público até o próximo dia 28, sempre de segunda a sexta-feira, no período de 12 às 18 horas. As peças estão expostas no MIS, que fica localizado na sede da Casa da Cultura, situada na Rua Luiz da Rocha Miranda, número 117, Centro Histórico da cidade. A entrada é gratuita. Escolas e outros segmentos interessados também podem agendar visitação pelo telefone 3354-7530.

A mostra, intitulada ‘7 Polegadas – Discos Compactos’, que inaugura a nona edição do projeto Arte na Capa de 2017, é composta por 30 capas de artistas populares, idolatrados pelo público entre os anos de 1960 e 1980, e que tinham nos discos compactos – simples (com apenas duas músicas) ou duplos (com quatro canções) – uma boa forma de divulgar sua música.

Com mais de 600 milhões de unidades vendidas entre as décadas de 1970 e 1980, os discos de sete polegadas foram um sucesso naquela época.

Durante a exposição o público poderá conferir os discos compactos de Baby Consuelo, hoje Baby do Brasil, Gretchen, Erasmo Carlos e o grupo Baiano e os Novos Caetanos, todos no início de carreira. Além deles, a mostra também traz, entre outras raridades, as capas dos compactos com a trilha sonora do filme Love History, e o memorável Happy Xmas – War is Over, compacto lançado por John Lennon e Yoko Ono em 1971.

Visitantes poderão relembrar a importância e o sucesso que o formato já teve na indústria fonográfica brasileira nas décadas de 70 e 80

Segundo o curador do MIS e do Museu de Arte Moderna de Resende (MAM), Tiago Gomes, os visitantes também poderão ouvir as trilhas sonoras das novelas. “Além de conferir o trabalho artístico nas capas dos discos de vinil, o projeto ‘Arte na Capa’ também disponibiliza ao público a possibilidade de ouvir faixas das obras em exposição”, disse.

Formato abandonado pela indústria fonográfica

No Brasil, os discos compactos de sete polegadas deixaram de ser vendidos em 1989, com exceção da fábrica Polyson que não abandonou o formato e ainda o produz, só que em escala bem menor.

A alegação da indústria fonográfica para abandonar o compacto foi a de que nele se vendia a música, e nos long plays se vendia o artista. Mas, na realidade, a causa principal para o fim da produção dos compactos parece ter sido mesmo a econômica, já que os LPs rendiam muito mais lucros às gravadoras, do que os simpáticos “disquinhos” de duas ou quatro músicas.

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