Vereadores Zélio e Chuchu participam de sessão após 23 dias afastados

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BARRA MANSA

Com as medidas de isolamento por conta da pandemia de Covid-19, as sessões na Câmara de Barra Mansa estão acontecendo sem a presença do público. Nesta terça-feira, ela foi realizada, marcando o retorno dos vereadores Paulo Afonso Sales Moreira da Silva, o Paulo Chuchu, e o vereador Zélio Rezende Barbosa, o Zélio Show. O ministro Dias Toffoli, que ocupa a presidência do STF, emitiu liminar para retorno dos dois vereadores aos cargos no dia 7, após 23 dias afastados. O único que se manifestou em breve palavras foi Zélio Show.

Ele disse que estava com saudades dos vereadores. “Ocorreu esse fato, o Supremo nos liberou e, se liberou para trabalhar, é porque não devemos nada. Tudo está sendo apurado”, disse. O vereador não mencionou que está sob efeito de liminar que pode cair se assim houver entendimento. Sua defesa, ao A VOZ DA CIDADE, informou que não há base legal para o afastamento e que o vídeo gravado pelo vereador Gilmar Lelis, autor da denúncia no Ministério Público que afastou os dois parlamentares e o atual prefeito Rodrigo Drable, não foi periciado. “Todos estão em pedaços, foram totalmente editados”, disse a defesa do vereador.

Paulo Chuchu, que retornou à presidência do Legislativo, não mencionou uma única palavra durante a sessão sobre o seu afastamento. Não foi possível contato com o mesmo para se pronunciar, seja até mesmo através de sua defesa.

O vereador autor da denúncia ao Ministério Público, Gilmar Lelis, chegou quando a sessão já acontecia e sentou nas cadeiras da plateia, local onde alguns vereadores estão ficando para evitar ficarem lado a lado no plenário. Ele até estava inscrito para falar na sessão, mas no momento em que foi chamado não estava presente.

LIMINAR

Zélio e Chuchu conseguiram liminar para retornar aos cargos o Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 7 de agosto, através do ministro Dias Toffoli. O mesmo emitiu liminar no dia 31 de julho para retorno do prefeito Rodrigo Drable à prefeitura.

Os citados teriam sido denunciados pelo vereador Gilmar, que declarou ter havido uma oferta de R$ 30 mil e mais uma ajuda na campanha de reeleição para votar a favor da aprovação das contas do prefeito no mês de maio. Ele apresentou vídeos ao Ministério Público.

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