Sassaricando – Oscar Nora – 18 de janeiro de 2022

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Foto: Arquivo

Vivaldo Moreira Ramos faz parte de uma tradicional e querida família da região sul fluminense. Ele próprio é muito querido, por sua simpatia espontânea e as numerosas ações de solidariedade social. Empreendedor congênito, Vivaldo traz no próprio nome o talento de crescer com empenho, dedicação e honestidade. Basta ler ao contrário o sobrenome Ramos.
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Entre suas paixões estão a bela família que ele e a esposa Maria Lucia formaram, hoje constituída por dois filhos, duas filhas, uma nora, um genro e seis netos. Outra paixão é a empresa de transportes Generoso, referência no transporte de carga fracionada do Brasil, onde mais de 700 colaboradores atendem mais de 3.500 municípios.
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Há também nos sentimentos do Vivaldo uma terceira e enorme paixão: o Clube de Regatas Vasco da Gama. O Vasco e outros grandes clubes brasileiros, vivendo momentos difíceis de serem superados, cada vez mais se apaixonam com a ideia do SAF – Sociedade Anônima do Futebol. E Vivaldo tem opinião a respeito desse movimento.
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Com o SAF recentemente adotado pelo Cruzeiro, Ronaldo Fenômeno tornou-se dono do futebol do clube mineiro, sendo de sua propriedade todos os lucros obtidos por sua gestão, inclusive nas negociações de jogadores. Baseado no caráter capitalista do negócio, como investidor, Ronaldo gestará para manter o Cruzeiro nas divisões superiores, mas sem a preocupação de título.
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Mas se o rival Atlético Mineiro ganhou milhões com a tríplice coroa de 2021, conquistar títulos não é um bom negócio? Sinceramente, do ponto de vista do investidor é muito mais negócio produzir jogadores de qualidade para vendê-los nos mercados endinheirados da Europa. O lucro é muito maior do que esses prêmios pelas conquistas de títulos.
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Tem razão o Vivaldo quando argumenta que no modelo que tem sido adotado, assim como ocorrerá com os outros clubes, o Vasco da Gama seria mero produtor de matéria prima. Sua proposta para a diretoria é que o Vasco da Gama adote a Sociedade Anônima do Futebol, com o próprio clube administrando a gestão do negócio, bancado com recursos de ações do clube adquiridas por seus torcedores.
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Para Rodrigo R. Monteiro de Castro advogado, professor de Direito Comercial do IBMEC/SP e coautor dos Projetos de Lei que instituem a Sociedade Anônima do Futebol, no Brasil há três formas de organização da atividade futebolística: o clube, o clube-empresa ou a SAF. Há na Lei da SAF, pontos de contato entre o clube, o clube-empresa e a SAF, que servem para instrumentalizar a criação desta. Logo, a ideia do Vascaíno Vivaldo é absolutamente possível e, realizada, será um gol de placa para o futebol brasileiro.