Metalúrgicos desligados da CSN cobram o pagamento da PPR

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VOLTA REDONDA

Os trabalhadores demitidos pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no primeiro semestre permanecem em busca de obter todos os direitos trabalhistas e reivindicam o pagamento do Programa de Participação de Resultados (PPR). Em junho, a reclamação de parte dos profissionais desligados foi tema de reportagem no A VOZ DA CIDADE e havia a expectativa de uma solução entre o sindicato e a empresa, mas segundo os trabalhadores a situação permanece inalterada.

A Companhia pagou o PPR como abono, o que contraria a Convenção Coletiva de Trabalho segundo os trabalhadores e sindicato. “A CSN não pagou a PPR por motivo de considerar como um simples abono. Reclamei em junho e houve uma posição do sindicato para esperamos que estavam em negociação. Porém, nada acontece e da forma que conduzem o jeito será acionarmos individualmente a empresa na justiça”, critica um trabalhador que optou pelo anonimato.

Segundo o relato dele e de outros demitidos, a reclamação foi levada na época ao conhecimento do Departamento de Recursos Humanos da CSN e também registrada como queixa no Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense. “Vivemos esta situação de receber algo que é pago integralmente como determina a convenção de trabalho e não um simples abono. Estivemos em 2019 no quadro de atividades da empresa, fazemos jus a PPR e o pagamento é algo comum. Chega a ser ridículo ter que fazer essa pressão toda para que uma empresa como a CSN pague algo de direito do seu colaborador desligado. E o mais estranho é a inércia do sindicato neste caso”, dispara outro funcionário.

SINDICATO BUSCA NEGOCIAÇÃO

O Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense informou ao A VOZ DA CIDADE que permanece negociando com a direção da CSN sobre o pagamento da PPR dos funcionários demitidos e que tiveram o valor lançado como abono. O presidente Silvio Campos informou que a siderúrgica aguarda um empréstimo para pagar o benefício. “Estamos tentando, ainda, convencer a empresa a pagar os ex-funcionários. A empresa está tentando um empréstimo no Banco do Brasil para isso, e ainda não temos a resposta. Acreditamos que em breve teremos uma resposta final sobre o assunto. Espero uma resposta positiva”, afirmou.

Questionada pela reportagem sobre as reclamações dos ex-funcionários e a informação sobre pleitear empréstimo para quitar a PPR, a CSN disse através de sua assessoria de imprensa que não vai comentar o assunto.