Justiça de Vassouras determina reabertura de cadeado fechado pela Irmandade Eufrásia

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VASSOURAS

A ação de reintegração de posse em favor do município, ocorreu nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 17, na entrada do Serviço Municipal de Fisioterapia. No local são atendidas em média 24 pessoas por dia. O Oficial de Justiça, Sérgio Murilo Ferreira, da comarca de Vassouras, no Vale do Café, acompanhado pela Procuradora Geral do Município, Lúcia Helena Soares, pelo Secretário Municipal de Segurança Pública, Fábio Rosalla e por agentes da Guarda Municipal chegaram ao local com a determinação da justiça.

Um funcionário, determinado pela diretoria da Irmandade Eufrásia, chegou com a chave, mas pediu ao Oficial que aguardasse a chegada de um advogado. Mas o cadeado teve que ser aberto sob o risco do funcionário, incorrer em desobediência legal. De acordo com a Procuradora do Município, essa não é primeira vez que uma situação assim acontece.“No ano passado, a instituição também impediu o acesso da prefeitura ao Parque de Exposições, alegando vencimento do contrato de cessão da área, sendo que o mesmo só vence em 2027. São atitudes juridicamente descabíveis, mas que graças ao entendimento da justiça, o uso dos locais vem sendo restabelecidos em prol da população”, disse Lúcia Helena Coelho.

Mais de 120 pessoas, entre elas muitos idosos, são acompanhadas pelo serviço de Fisioterapia do município, cujo acesso teve o portão fechado, com cadeado, na quinta-feira passada, dia 11, pela Irmandade. Uma paciente de 52 anos, que não quis ter a identidade revelada, disse que fechar o portão com cadeado é um absurdo, pois prejudica muita gente, ainda mais nessa época em que a situação já está difícil por causa da pandemia. “A gente já vem com dificuldade, com dor, com máscara, se protegendo e chega aqui tem que passar por isso. Um absurdo. A Eufrásia [Irmandade Eufrásia] não devia fazer isso com a gente não”, desabafou a paciente.

Segundo a secretária de saúde Larissa Vieira, a não realização das sessões de fisioterapia pode trazer graves danos à recuperação dos pacientes. “Se o paciente tem uma sessão agendada e ela não ocorre, isso pode retardar ou até dificultar a recuperação, principalmente se esse paciente for idoso. E nós já estamos atendendo com horários mais espaçados em função das medidas de segurança por causa da pandemia”, finalizou Larissa.