Operação Smoke Free: Filho de Sérgio Cabral se entrega

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RIO DE JANEIRO/SUL FLUMINENSE

Na tarde desta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) atualizou o balanço da operação Smoke Free, com a prisão de um dos principais alvos. José Eduardo Neves Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, que estava foragido, se apresentou na Superintendência da PF, no Rio de Janeiro. A operação foi realizada na quarta e na noite do mesmo dia tinha sido informada a prisão de 12 pessoas e apreensão de cerca de R$ 400 mil em espécie, milhares de cigarros clandestinos, veículos de luxo, joias, mídias, celulares, computadores e diversos documentos. Com a apresentação de José Eduardo, o número subiu para 13.

O objetivo da operação foi desmantelar organização criminosa armada e transnacional especializada em comércio ilegal de cigarros. A ação contou com apoio do Ministério Público Federal e da U. S. Homeland Security Investigations (HSI). A deflagração contou ainda com apoio das Corregedorias da Polícia Militar e do Corpo dos Bombeiros no Rio de Janeiro. Militares de dois batalhões do Sul Fluminense são investigados na ação.

No total foram expedidos 27 mandados de prisão preventiva. Deles, 15 são contra policiais; entretanto, a PF não informou quantos são os agentes de cada batalhão. Eles são das unidades de Volta Redonda, Angra dos Reis, São Cristóvão, Duque de Caxias, Queimados e a unidade do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). Nenhum dos batalhões se manifestou sobre o caso, até o fechamento desta edição.

Na ação, 300 policias federais cumpriram 27 mandados de prisão preventiva e 50 de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Além dos mandados, ordens de bloqueio, sequestro e apreensão de bens, avaliados em cerca de R$ 300 milhões de reais, foram emitidas. Dentre os bens, estão imóveis, veículos de luxo, criptomoedas, dinheiro em espécie, valores depositados em contas bancárias, entre outros.

Os investigados podem responder pela prática de crimes de sonegação fiscal, duplicata simulada, receptação qualificada, corrupção ativa e passiva, lavagem de capital e evasão de divisas. Se condenados, podem sofrer penas privativas de liberdade que, se somadas, alcançam o patamar de 66 anos de reclusão, sem contar com as causas de aumento de pena.