Isolamento social afeta as vendas do comércio varejista

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SÃO PAULO/SUL FLUMINENSE

O impacto no comércio com as medidas restritivas de circulação de pessoas e fechamento de postos de trabalho, sobretudo o comércio, afeta diretamente o setor que mais emprega no país. Segundo dados da Boa Visa, na última semana de plena atividades no comércio varejista nacional (de 16 a 22 de março) houve uma uma queda de 25,2% das vendas em relação à semana anterior (de 9 a 15 de março). Na comparação interanual, ou seja, com o mesmo período do ano passado, a queda registrada foi de 9,5%.

Os dados são de um levantamento com abrangência nacional feito pela Boa Vista em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Os números demonstram como as medidas adotadas contra o Covid-19, que restringem a circulação de consumidores em todo o país, têm afetado o varejo brasileiro.

Considerando apenas o último fim de semana, quando até mesmo na região boa parte das cidades do Sul Fluminense decretaram lojas fechadas, entre os dias 20 e 22, a queda registrada é ainda maior: 36,6% contra o final de semana interior (13 a 15 de março), quando já havia restrições na circulação de pessoas, e 44,3% contra o fim de semana de 6 a 8 de março, quando ainda não havia restrições, e a OMS (Organização Mundial da Saúde) não havia decretado pandemia do Covid-19.

As medidas restritivas, como o fechamento de lojas e a drástica redução na circulação de pessoas, têm causado um impacto significante nas vendas do comércio varejista, principalmente nas lojas físicas. As incertezas quanto à duração das restrições e o efeito destas sobre o mercado de trabalho já afetaram fortemente a confiança dos consumidores e devem continuar influenciando negativamente as decisões de consumo, mesmo com as medidas paliativas que os governos vêm anunciando, de acordo com os economistas da Boa Vista.

 

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