Demanda do consumidor por crédito sobe 6,9% em 2018

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SUL FLUMINENSE

De acordo com o Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito cresceu 6,9% em 2018. O resultado superou a alta de 4,9% que havia sido registrada em 2017.

O operador de logística Maurício Lima, de Resende, buscou apoio com uma empresa de valores para cobrir despesas. “Em abril de 2018, pedi empréstimo com uma financeira. O meu banco havia negado e aproveitei para tirar R$ 10 mil. Usei para cobrir alguns gastos emergenciais e pago aos poucos, junto com a minha esposa. Foi um ano complicado, espero que 2019 seja melhor”, comenta o trabalhador que tem renda mensal média de R$ 2,5 mil.

A justificativa pelo aumento na procura por crédito foi reflexo da manutenção da taxa de juros baixos, a inflação sob controle, a melhora dos níveis de confiança dos consumidores e mesmo a discreta redução da taxa de desemprego impulsionaram a procura por crédito pelos consumidores durante o ano passado. Em 2018 a procura do consumidor por crédito apresentou variações positivas em todas as faixas de renda: avanço de 20,5% para quem recebe até R$ 500 por mês; de 5,5% para quem ganha entre R$ 500 e R$ 1 mil mensais; e de 5,5% para os que recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por mês.

Entre as rendas mais altas, os avanços na procura por crédito no acumulado do ano de 2018 foram: 4,3% para a faixa entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais; 3,4% para o consumidor com renda entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês e de 3,8% para quem ganha mais de R$ 10 mil. “A busca por crédito auxilia muitos trabalhadores, mas tem que ocorrer com equilíbrio. Projetar a retirada em valor cujas parcelas caibam no orçamento mensal durante todo o período contratado. Os valores altos são uma tentação, mas cabe o bom senso, afinal, sair de uma situação adversa e cair em um endividamento não seria o ideal”, adverte a economista e educadora financeira, Eliane Barbosa.