Vendas do comércio para o Dia das Mães cresceram 1,7%

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SUL FLUMINENSE

A segunda-feira foi uma data de contabilizar os avanços das vendas realizadas no comércio varejista após o Dia das Mães. As principais entidades representativas do setor divulgaram avanços em amplitude nacional, com ressalva devido aos dados ficarem abaixo da expectativa projetada. Regionalmente, os representantes das Câmaras dos Dirigentes Lojistas não emitiram parecer sobre o balanço das vendas no setor.

Segundo a Boa Vista SCPC, o Dia das Mães de 2019 teve alta nas vendas do comércio em 1,7% em relação a 2018. A segunda data comemorativa mais importante do ano reforçou o cenário de vendas fracas no varejo, uma vez que apresentou crescimento inferior aos 4% do ano anterior e ficou um pouco abaixo das expectativas.
Segundo a Boa Vista, o crescimento menor no Dia das Mães pode ser explicado pelo alto nível de desemprego e a recente queda da confiança, que estão segurando o ritmo de expansão das vendas do varejo.

O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período entre os dias 6 e 12 de maio deste ano, comparadas às consultas realizadas entre 7 a 13 de maio de 2018.

VENDAS A PRAZO

Já a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil), informou nesta segunda-feira que as vendas a prazo no Dia das Mães cresceram 0,11%, adiando, portanto, a recuperação mais vigorosa do varejo. Apesar do resultado modesto, as vendas ficaram no saldo positivo pelo segundo ano consecutivo.

A lenta recuperação da economia frustrou a expectativa de um crescimento mais vigoroso do varejo para o Dia das Mães de 2019. O volume de vendas a prazo na semana anterior à data (entre os dias 05 a 11 de maio) apresentou uma pequena alta de 0,11% na comparação com o mesmo período do ano passado. Este ano, mais da metade (65%) dos consumidores planejavam pagar os presentes à vista em vez de parcelar as compras.

Em 2018, as vendas haviam crescido 4,36%, após acumularem três anos consecutivos de queda: -0,91% (2017), -10,88% (2016) e -2,82% (2015), respectivamente conforme dados da CNDL/SPC Brasil. “Ainda há muitos obstáculos a serem enfrentados, o que de certa forma vem frustrando a expectativa de uma recuperação mais forte no volume de vendas em datas comemorativas. E esse crescimento tímido nos resultados do Dia das Mães, segunda data mais importante para o comércio, não foi suficiente para retornarmos ao patamar de crescimento anterior à crise econômica”, destaca Roque Pellizzaro Junior, presidente do SPC Brasil.

O indicador de vendas a prazo da CNDL/SPC Brasil em datas comemorativas é construído a partir das consultas de CPFs feitas nas bases de dados que o SPC Brasil tem acesso. As consultas de CPF indicam a intenção de compra a prazo do consumidor e podem resultar, ou não, na efetivação da venda. Para a construção do indicador, consideram-se apenas as consultas feitas pelo setor de comércio varejista nos sete dias anteriores ao domingo de Dia das Mães, sem considerar o domingo de fato.

PAGANDO À VISTA

Na data comemorativa de Dia das Mães boa parte dos consumidores da região optou em pagar as compras parceladas, tendo o cartão de crédito como principal ferramenta. Em breve pesquisa pelas lojas de Resende, por exemplo, boa parte das vendas consumadas foi concluída a partir deste sistema. “É a maneira que o consumidor se sente mais confiante, eu acredito. Diria que para cada 10 vendas realizadas umas seis foram pagas com cartão. O prazo de parcelamento é a principal vantagem que eles alegam, apesar dos juros”, comenta o gerente Odair Pereira, que antes mesmo de fechar um balanço projeta lucro. “Foi bom o movimento, espero ter atingido a meta de alta de 5% da minha loja”, finaliza.

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