Trabalho preventivo da prefeitura reduz casos de dengue no município

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RESENDE

A prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou nesta quarta-feira, que não há casos confirmados de dengue no município. Ao contrário do que foi registrado em 2015 quando ocorreu um severo período de surto de dengue para a população, quando o município chegou a registrar mais de 8.600 casos confirmados da doença e cinco óbitos. Quatro anos depois, o cenário é totalmente o contrário, por conta da intensa mobilização da atual gestão municipal.

Segundo a Secretaria de Saúde, até o momento, apenas os casos notificados no mês de janeiro foram completamente analisados e concluídos. Ao todo, foram 19 notificações, quando há suspeita da doença. Todos, no entanto, foram descartados, indicando que a cidade está livre da doença em 2019 até o momento. Notificações de fevereiro e março ainda estão sob análise, porém já existem casos descartados desses meses e nenhum confirmado.
A evolução pode ser observada se comparada aos meses de janeiro dos últimos quatro anos. Em janeiro de 2015, 2.836 notificações foram registradas e 1.981 casos da doença foram confirmados. Já em janeiro de 2016, o número de notificações foi de 269, sendo 92 casos confirmados. Em janeiro de 2017, 86 notificações e três casos confirmados. Em janeiro de 2018, dois casos confirmados diante de 52 notificações. “Se em 2019 os números são extremamente animadores e indicadores de que a luta contra a dengue está sendo vencida pela prefeitura, dois grandes mutirões, não por caso, foram realizados no fim de 2018, atendendo nove bairros considerados como prioridade após um mapeamento feito pelo Comitê. Os frutos da mobilização já estão sendo colhidos”, disse o prefeito Diogo Balieiro Diniz (Democratas).

MOBILIZAÇÃO

Em paralelo à redução de casos confirmados e notificações de dengue, há uma mobilização interna da prefeitura, que intensificou os esforços em prol de números como o de janeiro deste ano. As ações aconteceram por meio do Comitê de Combate a Dengue, frente criada com a colaboração de diversos setores do governo para centralizar o planejamento para o município. Entre as atividades desenvolvidas, destacam-se os Mutirões de Combate à dengue, promovidos em regiões e locais estratégicos, que concentram maior incidência da criação de focos do mosquito. Além da parte operacional, o Comitê fica responsável pelo mapeamento e organização das ações.

Áreas como a região do Manejo e da Grande Alegria foram identificadas como de maior risco e foram recentemente contempladas com o mutirão, cujas equipes visitam residências e tratam dos focos encontrados. Além disso, outros tipos de serviço são prestados através do Comitê, como os caminhões de entulho coletados nas ruas, tanto em dias comuns como durante os mutirões, e a limpeza de canais que afasta os riscos de proliferação do Aedes Aegypti. “Diversas reuniões são feitas pelos membros do Comitê. O trabalho é também de muita integração, uma vez que todos os setores envolvidos são inteiramente responsáveis por esse combate. Além da Secretaria Municipal de Saúde, são várias frentes reunidas com um único objetivo: extinguir de Resende as doenças causadas pelo mosquito”, explica o secretário municipal de Saúde, Alexandre Vieira.

Outros fatores originados de esforços da prefeitura também podem ser associados ao sucesso obtido até o momento. A atuação do Programa Saúde na Escola, por exemplo, prevê a realização de ações preventivas voltadas paras alunos da rede pública de ensino. Entre as atividades educativas promovidas estão: a presença de técnicos nas escolas que dão orientações sobre o combate e prevenção às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti e a realização de apresentações sobre ciclo do mosquito em larvas, com a participação de profissionais do CCZ. Atividades semelhantes acontecem com o objetivo de educar a população sobre dengue desde a idade escolar.

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