PT lança candidaturas coletivas ao Legislativo e vai disputar a vaga no Executivo

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RESENDE

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), em uma iniciativa inédita aprovou, em sua Convenção Municipal, duas candidaturas coletivas para disputar a eleição para a Câmara de Vereadores.  Além das duas candidaturas coletivas, o partido terá mais oito candidaturas individuais ao Legislativo municipal. Durante a convenção, o PT lançou candidatura própria à prefeitura nas eleições de novembro. O diretório confirmou o nome dos pré-candidatos, da maquiadora profissional e universitária, Gabriela Lima para o cargo de prefeita e o servidor público Melzaque Caetano para vice-prefeito.

Durante a convenção realizada no último dia 12, o Mandato Coletivo a serviço do Poder Popular é composto por Álvaro Britto, Dilma Lemos, Pedro Brant, Maria Angélica, Marco Aurélio Shocair e Priscila Melo. Já o Mandato Coletivo Plural Progressista tem como integrantes Luciano Gonçalves, Mariana Bossan, Hilarina Marino, Luis Fernando e Stephany Brito. Todos são considerados cocandidatos pelo artido.

O formato de Mandato Coletivo consiste em um grupo (geralmente de três pessoas ou mais) que faz campanha em conjunto e, caso eleito, assume coletivamente a cadeira. Na urna, entretanto, aparece o nome e a foto de apenas um dos integrantes, já que ainda não há previsão legal para a candidatura coletiva. No caso do PT de Resende, os representantes legais são o jornalista e professor Álvaro Britto, no Mandato Coletivo a serviço do Poder Popular, e o professor Luciano Gonçalves, no Mandato Coletivo Plural Progressista.

A convenção que decidiu pelo Mandato Coletivo foi feita virtualmente pelo diretório municipal do PT-Divulgação

A estrutura e o funcionamento dos mandatos coletivos costumam ser bem parecidos nas diversas experiências. Tudo é dividido e decidido conjuntamente entre os coparlamentares, como eles geralmente se tratam: agendas, projetos, salário e assessoria. Como nem a legislação nem os regimentos internos das Casas contemplam a novidade, normalmente só o titular pode votar em plenário, discursar na tribuna e compor comissões.

“Mandato Coletivo é o efetivo exercício de que qualquer mandato deve ser ‘coletivo’. Um mandato nunca deveria ser para o eleito, mas sempre para a comunidade. Exercício de diálogo a todo momento”, justifica o professor Luciano Gonçalves, acrescentando que uma candidatura digna costuma ser motivada pela vontade de ajudar a comunidade a ser mais justa, solidária, inclusiva e humana. “O Mandato Coletivo é a declaração de que essa motivação não pode ser só pessoal, mas que ela própria já deve ser exercício de diálogo entre diferentes que, mesmo diferentes, comungam da mesma vontade de transformar a sociedade”, afirma.

PODER POPULAR

Para o jornalista e professor Álvaro Britto, a candidatura coletiva é uma proposta inovadora que combate o personalismo, o individualismo e apresenta uma nova forma de representação parlamentar, empoderando aquelas vozes historicamente excluídas das decisões políticas da nossa cidade. “É uma maneira de nos diferenciar de quem quer fazer carreira na política. O motivo principal é a força da ideia. Queremos trazer à luz uma coisa diferente, que desperte no povo a vontade de participar da política. O nosso mandato coletivo estará à serviço da construção do Poder Popular”, explicou Britto.

OUTRAS EXPERIÊNCIAS DE MANDATO COLETIVO

A primeira experiência de Mandato Coletivo surgiu na goiana Alto Paraíso em 2016. O grupo de cinco eleitos para uma vaga na Câmara municipal inspirou a mais conhecida experiência do gênero até o momento, a Mandata da Bancada Ativista, que conquistaria uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo dois anos depois.

Formada por nove componentes com diferentes perfis de reivindicação e divididos entre Rede, PSOL e PDT, a Mandata foi representada nas urnas formalmente por Mônica Seixas e obteve votação expressiva. Também em 2018, o coletivo feminista Juntas, composto de cinco mulheres, foi eleito em Pernambuco e aumentou a visibilidade da estratégia.

CANDIDATURA PRÓPRIA PARA PREFEITURA

Durante a convenção, o PT lançou candidatura própria à prefeitura nas eleições de novembro. O diretório confirmou o nome dos pré-candidatos, da maquiadora profissional e universitária, Gabriela Lima para o cargo de prefeita e o servidor público Melzaque Caetano para vice-prefeito. “Desde 2019, o PT vinha buscando a construção de uma frente de esquerda na cidade. Uma frente que seria uma alternativa ao município e oposição clara ao governo federal”, disse Álvaro Brito, comentando que a pré-candidatura foi decidida uma vez que outros partidos que variam aliança não vão disputar o processo eleitoral. “Isso levou o diretório a trabalhar por uma candidatura própria com respaldo da Executiva Estadual para fortalecer uma proposta alternativa. Estamos construindo a candidatura própria. A Gabriela e o Melzaque vão lideraro o processo da disputa municipal representando o legado do PT a nível Nacional e as experiência do PT, por exemplo a prefeitura de Maricá, que estamos indo para o quarto mandato”, complementou.

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