Mercado imobiliário auxilia projeção da construção civil

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SUL FLUMINENSE

Na última quarta-feira, 04, o IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística) divulgou uma pesquisa apontando a contribuição do mercado imobiliário no avanço do setor da construção no Brasil, que teve uma alta de 1,6% em 2019 em relação ao ano anterior. O resultado do levantamento inclui, além do setor imobiliário, urbanismo, estradas e infraestrutura.

A economista Beatriz Amorim atribui o aquecimento do mercado imobiliário às facilidades de crédito, como a redução da taxa de juros da Selic, que caiu de 4,50% para 4,25% ao ano, em fevereiro de 2020. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) os financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) cresceram 37% em 2019. “Com uma política monetária expansiva, o financiamento imobiliário se torna mais acessível para várias camadas da sociedade. A redução da taxa Selic, que incide também sobre o financiamento imobiliário, além da redução da taxa de juros para crédito habitacional da Caixa Econômica Federal de 6,75% para 6,5% ao ano, anunciada no final do ano passado, são ótimos demonstrativos que este é um ótimo momento para investir na compra do imóvel próprio”, destacou Amorim.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o índice de confiança das construtoras e incorporadoras subiu 2,1 pontos em janeiro deste ano, atingindo o maior nível desde 2014. Construtores do Sul Fluminense como o empresário Rodrigo Tostes, diretor da Tostes e Diniz, confirma a boa fase do mercado imobiliário.  “No ano passado, lançamos um empreendimento localizado no bairro Vivendas do Lago que teve a suas unidades 70% comercializadas em pouco mais de um mês. No início deste ano, entregamos outro empreendimento no bairro Village Santa Helena, com 21 unidades. Entendemos as dificuldades em relação ao aporte financeiro paras as construtoras e também para os compradores. Por isso, muito mais do que vender, conseguir executar uma obra dentro do prazo e tornar um sonho pessoal uma realidade, demonstra a recuperação do setor nos últimos anos”, afirmou.

O diretor da construtora Nova Fonte Engenharia, Willians Vinicius Gonçalves, confirma a projeção. Para ele, as vendas do Residencial Vila Jardim, localizado no bairro Roma, em Volta Redonda, em 2019, impulsionaram os negócios da empresa. “Obtivemos um balanço muito positivo no ano passado em Parceria com a Caixa. Por isso, as expectativas são animadoras para este ano que está começando a todo vapor para o mercado da construção civil”, afirmou.

EMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

No início do ano, a Câmara de Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) anunciou a previsão para a geração de cerca de 150 mil novos postos de trabalho no setor em 2020. De acordo com o diretor da Nova Fonte, Willians Vinicius Gonçalves, a construtora gerou mais de 250 empregos em 2019, somente na construção do Residencial Vila Jardim, no bairro Roma.

Uma das colaboradoras contratadas pela construtora foi a analista de qualidade Viviane Nascimento de Oliveira, 38 anos, que veio de Belo Horizonte (MG) para preencher a vaga. Ela conta que atua no mercado da construção civil até 2015 e estava há quatro anos sem conseguir uma recolocação no setor. “Quando surgiu a oportunidade na Nova Fonte Engenharia, procurei um curso na minha área para me atualizar e agregar ao meu currículo, embora já tivesse conhecimento das mudanças na norma específica da minha área através da internet. Tendo em vista que o mercado na construção civil está retornando aos poucos e a concorrência é grande devido ao enorme número de pessoas a procura, ter sido selecionada pela construtora foi muito importante para a minha carreira”, destacou.

 

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