Manifestantes colocam fogo na pista em protesto da falta de água em Três Poços

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VOLTA REDONDA

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae-VR) e a Prefeitura de Volta Redonda vêm sofrendo criticas da população que está insatisfeita com a distribuição de água do bairro Três Poços. Na noite da última segunda-feira, dia 17, os moradores do local realizaram um protesto, no qual interditaram a Avenida Paulo Erlei Alves com materiais inflamáveis e colocaram fogo na pista. A rua liga Volta Redonda a Pinheiral. Segundo as queixas, o local que sofre constantemente com a falta de água é o condomínio Minha Casa Minha Vida.

Procurada, a prefeitura, através do Saae-VR, informou que durante a madrugada de segunda-feira, dia 17, a bomba que abastece o condomínio parou devido um problema elétrico. “O Saae informou ainda a equipe foi ao local pela manhã e realizou o reparo. Devido ao alto consumo e pela bomba ter ficado algumas horas desligada o reservatório ficou vazio”, informou a nota, ressaltando ainda que o reservatório de foi normalizado por volta de meia-noite do dia 18.

O A VOZ DA CIDADE esteve no bairro para conversar com os moradores, que afirmaram que esse problema de falta de água é antigo. De acordo com os relatos, no ano de 2018, os moradores do condomínio passaram o Ano Novo e o Natal carregando baldes, pois o abastecimento estava interrompido. As queixas ainda dão conta que a prefeitura não dá uma solução definitiva para o problema e a população sofre com a incerteza se terá ou não água no outro dia.

Um dos moradores do bairro, Ronaldo Gabriel, de 28 anos, contou que geralmente falta água por até três dias consecutivos.  “O engraçado é que eles também não falam o motivo da falta. Água é questão de necessidade, não é algo que dá pra viver sem”, disse, completando que não mora no condomínio, mas sabe que lá vivem muitas crianças. “Hoje o abastecimento está normal, mas nunca se sabe se vai faltar água de manhã, de tarde ou de noite. É muito inconstante”, relatou.

A moradora do Minha Casa Minha Vida, Denise Azevedo Campos, de 35 anos, afirmou que basta chegar o verão que a água começa a faltar. “Já aconteceu de ficarmos mais de três meses sem água. E eles não nos falam o motivo. O local que mais falta abastecimento é no Minha Casa Minha Vida. Não tem como ficar sem água, ainda mais no calor que está fazendo. As crianças têm que ir para a escola, nós temos que ir trabalhar e não tem água para tomar banho”, concluiu.

A respeito das afirmações sobre a constante falta de água, a prefeitura não se manifestou.

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