Funcionários da Viação Sul Fluminense temem demissão

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VOLTA REDONDA

Os funcionários da Viação Sul Fluminense, empresa que explora 31 linhas do serviço de transporte coletivo na cidade, temem a demissão em massa. Nesta sexta-feira, um grupo de ao menos 200 trabalhadores foi até a sede da empresa, no bairro Voldac. Eles afirmaram ao A VOZ DA CIDADE ter recebido comunicado no dia anterior para ir ao Setor de Recursos Humanos. Os trabalhadores lotaram o pátio da empresa e aguardavam informações, temendo a dispensa, que não houve. Eles foram dispersos no início da tarde, mas seguem receosos.

Na segunda-feira, dia 19, a prefeitura publicou o edital de Chamamento Público 031/2019 que trata da concessão do serviço de transporte coletivo das linhas que, atualmente, são operadas pela Viação Sul Fluminense. Uma nova empresa será contratada em caráter emergencial, com permissão de operação de até 180 dias. Vale lembrar que, em maio, o prefeito Samuca Silva decretou a caducidade da concessão das linhas da Viação Sul Fluminense por conta das reclamações do serviço prestado aos usuários.

CLIMA DE INSTABILIDADE

Os trabalhadores relataram à reportagem do A VOZ DA CIDADE que a incerteza da permanência da empresa nas linhas de Volta Redonda gera o receio do desemprego. “Quando recebemos essa notificação para estar no RH hoje já imaginávamos demissão, mas depois de muita tensão isso não aconteceu”, declarou um funcionário. Ele contou que não foi informado o motivo pelo qual foram chamados e dispensados sem nenhum comunicado.

Os trabalhadores reclamam da angústia e apreensão à espera de novas perspectivas. “Foram mais ou menos três horas de muita dúvida. Imagina chegando dezembro, Natal, e a gente sem a certeza se vai ou não continuar empregado. É uma covardia que estão fazendo com quem necessita de um emprego para sobreviver”, queixou-se uma funcionária, que também preferiu não se identificar. Os funcionários compreendem que numa troca de empresa possa até ocorrer demissões, porém, que gostariam de ser informados previamente. “Isso deveria acontecer de uma vez só e a gente tinha que ser informado logo. Ficar assim sem ter certeza de nada é muito sofrimento”,  reclamou outro trabalhador, que optou em não se identificar. “Se outra vai entrar ainda não é garantido. Estamos vivendo em meio de muitas especulações, pois a empresa pode está aproveitando para demitir, não porque vai deixar o serviço, mas sim para contratar outras pessoas. Tudo isso resulta nessa tensão”, explicou outro rodoviário.

SINDICATO ACOMPANHA O CASO

Ao A VOZ DA CIDADE o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Volta Redonda e região, José Gama, o Zequinha, informou que a demissão em massa não foi confirmada e que qualquer rodoviário que se sentir lesado pode procurar a entidade. A empresa não se pronunciou até o fechamento desta edição.

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