Samuca Silva visita A VOZ A CIDADE e fala sobre pontos importantes de seu governo

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VOLTA REDONDA

O combate ao coronavírus, desistência da tentativa de reeleição, conquistas para Volta Redonda e as dificuldades. Esses foram temas tratados pelo prefeito Samuca Silva em visita ao A VOZ DA CIDADE. O prefeito tem falado que a cidade saiu na frente em diversas atitudes no combate a Covid-19 e isso, segundo ele, salvou a vidas de muitas pessoas. De acordo com estudos, a previsão era que atualmente a cidade tivesse 700 óbitos e a realidade é que 73 pessoas morreram. Para Samuca, a perda de cada um não pode virar apenas um número, mas o trabalho realizado possibilitou que centenas de outras famílias não sentissem essa mesma dor.

O prefeito resume a maneira como trabalhou no início em ter acreditado na doença. “Houve um estudo da minha parte, acompanhei a pandemia desde a Ásia até a Europa e comecei a avaliar e ver do ponto de vista do Brasil, avaliando semana a semana e acreditei que ela chegaria a Volta Redonda. Quando tomamos as medidas desde o início, acreditei que o vírus seria devastador em qualquer lugar do planeta e isso fez com que tomássemos decisões prévias. Ainda acredito que teremos novas ondas de contaminação enquanto não houver a vacina. Acreditei nessa doença e saberia que não há leitos de UTIs suficientes no planeta para atendimento. Sem vacina, sem tratamento, a prevenção precisava acontecer e isso foi fundamental em Volta Redonda”, disse Samuca.

O prefeito tanto acreditou que saiu na frente e criou um Hospital de Campanha com 114 leitos para atendimento de média complexidade pensando em ter um único local para pessoas contaminadas para que elas não tivessem a chance de contaminar pacientes que estivessem nos hospitais por outros motivos. “Sempre disse que faria o hospital para não usar, mas se precisássemos estaríamos prontos. E os casos subiram, Volta Redonda ficou em primeiro lugar em casos e depois conseguimos controlar o vírus, muitas vidas foram poupadas. Agora vamos entrar na segunda fase de conviver com a doença, embora ache que o mês de julho deverá ter muita cautela para conter a segunda onda. Nessa segunda fase fomos atrás de medicamento para tratar casos leves de Covid-19, que foi a parceria firmada com a UFRJ”, lembrou Samuca.

Sobre o Hospital de Campanha, houve uma informação de que o Ministério Público analisaria uma denúncia recebida de superfaturamento no local. Quanto a isso, Samuca diz que verão que é o hospital mais barato do Brasil. E foi além. Disse que já tem provas de que a denúncia foi feita por um grupo de pessoas orquestradamente fazendo atos para usar os órgãos de controle para meios políticos. “Vamos entrar na área criminal e também no Ministério Público e provar o que é óbvio, o hospital é o mais barato do Brasil. Temos 114 leitos que se fossem todos usados seriam R$ 800 mil ao mês, mas usamos 20, pagando R$ 250 mil. À denúncia foi feita com orçamentos, identificamos quem pediu e em breve vamos divulgar”, contou.

COLAPSO REGIONAL

Samuca Silva falou sobre a situação do Hospital Regional, de responsabilidade do Estado, que ainda não tinha aberto suas portas para novos pacientes com coronavírus por conta de dívida com a OS que o administra, mas destacou que a cidade tem capacidade de atendimento na rede. Por isso também, como forma de diminuir na próxima semana os números de infectados, fechou por uma semana, até domingo, os estabelecimentos comerciais de Volta Redonda. Outro ponto é que a cidade decidiu, desde o início, transferir para o Hospital Regional pacientes de longa permanência de UTI, isso oportunizou uma maior rotatividade de leitos na rede pública. O prefeito lembrou que a cidade também atende pacientes de outros municípios e se o Regional não tiver regulando nos próximos dias haveria um problema no Sul Fluminense com relação a Covid-19.

Samuca não soube informar nada oficialmente sobre o Hospital Regional, mas o que se fala é que o local começaria a atender os pacientes de novo já que parte da dívida do estado foi paga.

ELEIÇÕES 2020

Há uns dias, o prefeito anunciou que não disputaria as eleições deste ano para focar no combate a pandemia. Questionado se poderia voltar atrás, disse que é um soldado e que precisa estar sempre pronto, mas a decisão atual é tentar fazer um sucessor A eleição será prorrogada no Brasil para novembro. “Sou contra a reeleição porque tem que ter alternância de poder, mas também não quero que volte o grupo que afundou a cidade, Volta Redonda não merece isso e, nesse sentido, um soldado tem que estar pronto, mas não é o foco no momento”, destacou, frisando que se não fosse a pandemia viria para a disputa.

PERDA NA ARRECADAÇÃO

A Prefeitura de Volta Redonda fez um levantamento e divulgou que a cidade terá uma perda de R$ 90 milhões até o final do ano por conta da pandemia. Nessa sexta-feira, dia 3, haverá uma coletiva, às 11 horas, no Palácio 17 de Julho, onde será anunciado um ajuste fiscal a ser realizado pelo município até o final do ano. O prefeito disse que a intenção é voltar no ano que vem com a rotina de caixa equilibrado.

Samuca lembrou que no início do seu governo havia uma dívida de R$ 1,7 bilhão que foi controlada durante três anos, pois foi parcelada, repactuada, mas essa pandemia terá efeitos incalculáveis, por isso o ajuste fiscal criado. Mesmo com o controle, o prefeito disse que o próximo gestor ainda pegará esse problema até porque não seriam quatro anos que pagariam esse montante.

O crescimento de receita foi fundamental para a cidade conseguir se organizar. Samuca Silva no início de seu governo falou muito de gestão. Questionado se isso deu certo, destacou que sim e que as pessoas mesmo não entendendo sentiram sem ver. “Conseguimos passar de R$ 820 milhões para R$ 980 milhões em 2019, aumentamos nossa arrecadação graças a fiscais nas ruas, modernização da máquina pública, não aumentamos impostos, lutamos pelo desenvolvimento econômico, trouxemos mais empresas”, disse.

O término de obras consideradas elefantes brancos foram citadas por Samuca Silva. Obras paradas deixadas pelo governo anterior. Citou duas creches em tempo integral, três postos de saúde, Arena, Hospital Regional, Clínica de Diálise, Estação de Tratamento de Esgoto.

Samuca ainda citou alguns legados que serão deixados, como a Tarifa Comercial Zero, Jardim Botânico, Parque Municipal, novo Zoológico, plantio de 19 mil árvores, Restaurante Popular administrado pela prefeitura, o polo metalmecânica que gerará 3,5 mil empregos, fim do RPA, compra de dois hospitais privados que se tornaram públicos – o Centro do Idoso e Centro Municipal da Saúde, além de outras ações.

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