Moradores do Água Limpa, em Volta Redonda, se queixam do atendimento no PSF

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 Nem mesmo a inauguração da nova unidade da Atenção Básica do Água Limpa, em Volta Redonda, resolveu o problema dos moradores. Segundo os reclamantes que continuam sendo atendidos no PSF Água Limpa José Ribeiro de Sousa Junior, além da demora no encaminhamento para especialistas, os exames não são marcados no prazo que deveria. A técnica de enfermagem aposentada e moradora do bairro, Marilene Sena Bento, de 58 anos, é uma das reclamantes.

Segundo Marilene, há meses ela tentava atendimento domiciliar para o pai dela, o aposentado Francisco Bento, de 86 anos, que é cadeirante e tem Alzheimer. Depois de tanto correr atrás e chegara até a Ouvidoria, conseguiu o atendimento. Só que, de acordo com a mulher, no dia da consulta a médica não levou o material para coleta. “Com isso, no posto falaram que iam me ligar, mas há uma semana estou a espera e nada. Hoje (quinta-feira) vim até aqui para saber o que estava acontecendo e fui informada que o pedido ainda não tinha sido feito”, reclamou a moradora, lembrando que essa não é a primeira vez que isso acontece, pois ela mesma e o marido estão há meses a espera de um encaminhamento para especialista e não conseguem.

MESMOS PROBLEMAS

A exemplo de Marilene, outros moradores se queixaram dos mesmos problemas e da falta de médicos na unidade. Disseram que quando conseguem a consulta com o clínico tem que esperar quase um ano para a realização de exames ou consulta com especialistas. O estado físico da unidade tem gerado reclamações. As queixas vão da falta de ar condicionado à vidros quebrados.

Ao A VOZ DA CIDADE, a Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda (SMS-VR) informou que o paciente Francisco Bento recebeu visita domiciliar no último dia 19 e que a coleta de sangue já está agendada e o ECG será realizado nesta sexta-feira, 29, às 9 horas, na UPA Santo Agostinho. Já em relação à reforma da unidade já está no planejamento e será realizada em breve.

DENÚNCIA NO MP

Ontem também, o vereador Carlinhos Santana após visita realizada à unidade, fez uma denúncia no Ministério Público do Rio de Janeiro (MP). E solicita ao órgão que tome providências contra a Secretaria de Saúde. Segundo o parlamentar, na visita foi constatado que havia apenas um médico atendendo e que foi relatado por moradores que a unidade está marcando consultas para junho e julho, devido à falta de vagas por ter apenas um médico. Santana destacou ainda que o ideal é ter dois médicos 40 horas para o Programa de Saúde da Família e dois médicos 20 horas semanais, para atender as áreas de abrangência.

Santana ressaltou também que a demanda da unidade é de 10 mil moradores por mês, com apenas um profissional é inviável. “É absurdo a secretaria manter apenas um profissional, o posto novo está com a equipe certa, mas o antigo do nosso bairro, está com essa deficiência de médico”, finalizou o parlamentar, que foi acionado por moradores.

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