Gás de cozinha deve subir de preço após alta na refinaria

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SUL FLUMINENSE

A semana começou com a expectativa dos consumidores para o possível reajuste diante do repasse das distribuidoras aos revendedores, quanto ao preço do botijão de gás de cozinha. A Petrobras reajustou o valor do Gás Liquefeito Petróleo de 13 kg (GLP-P13) em R$ 0,87 para as refinarias no domingo, dia 5.

Segundo a estatal, o preço do GLP-P13 nas refinarias representa 37% do preço final do botijão ao consumidor, enquanto 19% equivalem a tributos e 44% a margens de distribuição e revenda. O preço de venda nas refinarias da companhia passou de R$ 25,33 para R$ 26,20 – um aumento de 3,43% – na média nacional, para envase em botijão de 13 kg. As distribuidoras podem praticar seus preços, incorporando o valor dos tributos como ICMS, PIS/Pasep e Cofins, e outros custos. Desta forma, é iminente que os preços para o consumidor final também sejam reajustados gradativamente no decorrer dos próximos dias.

METODOLOGIA

A Petrobras ressalta que os ajustes no preço do GLP-P13 são aplicados trimestralmente, conforme metodologia definida em 2018. A medida visa “amenizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos. O mecanismo concilia, de um lado, a necessidade de praticar preços para o GLP referenciados no mercado internacional”. Em Resende, o gerente Luis Carlos Flores, acredita que os botijões subam de preço. “Com o valor mais alto na refinaria o envase fica mais caro e as distribuidoras adquirem o produto com preço novo. Tudo é repassado, pois a distribuidora repassa aos pontos de revenda com valor reajustado porque comprou assim da refinaria. E claro, pra adquirirmos seja pra venda a domiciliou ou entrega, temos que repassar os custos”, comenta, sem projetar prazo para a alteração. “Isso é difícil mensurar, deve variar conforme a demanda de estoque de cada revenda”, informa o funcionário que revende o botijão a R$ 70 para entrega e R$ 59,90 na retirada no estabelecimento.

O gás de cozinha foi reajustado em 3,43% nas refinarias desde o fim de semana – Foto: Divulgação

A justificativa da Petrobrás para o aumento nas refinarias é a desvalorização do real frente ao dólar, além da alta do produto no mercado internacional. Segundo o Sindigás, o reajuste, dependendo do ponto de venda, vai oscilar entre 3,3% e 3,6%. Os consumidores estão apreensivos e muitos já anteciparam as compras. “Eu tinha um botijão vazio em casa e com a notícia do aumento no domingo eu comprei antes. Paguei R$ 65,90 e soube no local onde comprei que a tendência e subir para algo em torno de R$ 79,90. São dois botijões ao mês, cada vez mais alta a conta para o pobre brasileiro sobreviver com sua família”, reclama o auxiliar de serviços gerais, Osvaldo da Silva, de Porto Real.

PREÇOS NO SUL FLUMINENSE

Segundo os dados mais recentes da análise de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao GLP-P13 no Sul Fluminense, período entre os dias 21 e 24 de abril, indicam os seguintes valores médios praticados até o momento para os consumidores: Angra dos Reis (valor mínimo de R$ 68 e máximo de R$ 75); Barra do Piraí (preço mínimo de R$ 72 e máximo de R$ 75), Barra Mansa (mínimo de R$ 69 e máximo de R$ 73), Resende (mínimo de R$ 65 e máximo R$ 78), Três Rios (preço de R$ 60), Valença (mínimo de R$65 e máxima de R$ 75) e Volta Redonda (mínimo R$ 68 e máxima de R$ 72).

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