Família de pedreiro preso há 28 dias promove ato em Volta Redonda

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VOLTA REDONDA
Familiares do pedreiro Alison da Silva Correa, de 23 anos, que está há 28 dias preso em um presídio de Japeri, na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, promoveram um ato na tarde desta quinta-feira, dia 25, em frente ao Fórum da cidade e ao Ministério Público. O objetivo, segundo a esposa de Alison a dona de casa Thayane Alves de Freitas Corrêa, de 23 anos, foi chamar a atenção das autoridades, já que ele está preso por um crime que não cometeu.
Durante o ato, que contou com o apoio de representantes do Observatório dos Direitos Humanos (DHs) da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Movimento Pela Ética na Política (MEP), juntos fizeram uma oração para os servidores da Justiça para que sensibilizem pelo caso Alison. Cerca 20 familiares participaram do ato. “Foi tudo bem tranqüilo. Nos reunimos, fizemos depoimento e, depois, para finalizar fizemos uma oração para que Deus possa entrar com providência nessa causa. Meu marido é inocente. Todas as provas a favor dele já foram apresentadas às autoridades e mesmo assim ele continua preso”, lamentou a esposa de Alison,
SEM ANTECEDENTE CRIMINAL
Thayane informou ao A VOZ DA CIDADE que Alison, além de trabalhar como pedreiro, é baterista e coordenador do grupo jovem da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, em Volta Redonda. Ela garantiu que ele está preso injustamente e que jamais cometeu crime algum. Ela explicou que Alison, que tem um filho de um ano e sete meses, não tem antecedente criminal e que teria sido identificado como Zeca em um inquérito da Polícia Civil por envolvimento pelo crime de associação para o tráfico de drogas.
A esposa declarou que Zeca, que consta no processo, é apelido do irmão do pedreiro, Jarlan Davi da Silva Correa. Disse também que Jarlan chegou a ficar preso por três meses, respondendo por associação para o tráfico e crimes de porte ilegal de arma. “Beneficiado por um habeas corpus, o Jarlan estava preso no mesmo presídio para onde o meu marido foi levado”, contou Thayane. “O próprio Zeca já inocentou o meu marido, mas mesmo assim ele continua preso sem ter cometido nenhum crime”, completou a mulher. A prisão preventiva do marido dela ocorreu no dia 27 de outubro, após decretada pela Justiça na Operação Alcateia, que visou desbaratar o tráfico de drogas em Volta Redonda. O caso segue na 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Volta Redonda.