Viação Sul Fluminense é acusada de forçar demissão voluntária

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VOLTA REDONDA

Há meses, a Viação Sul Fluminense tem sido alvo de reclamações diversas e denúncias de usuários. Desta vez, fontes do A VOZ DA CIDADE, garantem que a empresa, que ainda não pagou o décimo terceiro salário aos rodoviários, está tentando convencer os funcionários a pedirem demissão voluntária. Logo que chegaram para trabalhar na segunda-feira, 2, os trabalhadores foram surpreendidos com o comunicado assinado pela direção da empresa. Pior, de acordo com as informações é que a empresa só irá liberar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), já que não tem como pagar os outros direitos trabalhistas, como tempo de casa e os 40% da multa, o que não é confirmado no comunicado.

Conforme as informações obtidas pelo Jornal, através do comunicado, a Sul Fluminense explica que o objetivo é prestar os devidos esclarecimentos sobre o plano de demissão voluntário. Informa ainda, que cumpre esclarecer que tal proeza prioriza de fato os colaboradores que assim, já desejam o desligamento. Sendo certo que todos os seus direitos trabalhistas serão resguardados. Cabe ainda informar que, não há de forma alguma interesse da empresa em lesar interesses dos seus colaboradores, e sim criar a oportunidade que os mesmos que desejam possam se antecipar a um evento futuro”, consta em um trecho do comunicado.

TODOS OS DIREITOS SERÃO PAGOS

O comunicado segue, informando novamente que todos os direitos trabalhistas, bem como o direito a retirada ao seguro desemprego será resguardado, uma vez que o nome utilizado como Plano de Demissão Voluntária (PDV) deste caso é apenas uma nomenclatura a ser utilizada. “Solicitamos que não se permitam inflamar com falsas notícias, de pessoas que não conhecem o que chamamos de responsabilidade social”, destaca a nota.

Conforme foi apurado pelo A VOZ DA CIDADE, a proposta de demissão voluntária é feita aos rodoviários duas semanas depois que eles foram chamados ao Setor de RH da empresa. Na ocasião, segundo os próprios funcionários, a informação era de que haveria demissão em massa. Só que, depois de horas a espera no pátio da empresa, no bairro Voldac, os trabalhadores foram informados que ninguém seria demitido. “A empresa acabou voltando atrás da decisão de demissão em massa, mas desde então, a tensão tomou conta de todos os rodoviários. Todos estão trabalhando na maior tensão. Por isso, o número excessivo de acidentes envolvendo ônibus da empresa”, denunciou uma fonte.

Contou outra fonte que a empresa até o momento não pagou nenhuma parcela do décimo terceiro salário e também não tem previsão de quando irá pagar. “O que a empresa está fazendo com os trabalhadores é uma covardia. Próximo ao Natal e todos vivendo essa tensão e pressão. Algo tem que ser feito para solucionar o mais rápido possível essa questão”, completou.

SINDICATO DOS RODOVIÁRIOS BUSCA EXPLICAÇÕES

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Volta Redonda e região, José Gama, o Zequinha, também foi procurado. Ele explicou que logo que recebeu a informação, buscou explicações com o administrador da empresa, que teria garantido que os diretos trabalhistas serão pagos, sim.. “A informação que nos passaram é que a empresa está com excesso de funcionários e no porte dela precisaria, em média, de quatro por cada carro rodando e ela tem atualmente uma média de 12. E como terá de adequar e assim demitir, fez o Plano de Demissão Voluntária”, contou o sindicalista, ressaltando que obteve a informação de que mais de 70%  dos trabalhadores já aderiram ao PDV. “Foi garantido também que o FGTS e o seguro desemprego serão liberados, o pagamento do décimo terceiro em parcela única até o próximo dia 9, mas em relação à rescisão contratual deverá fazer acordo com funcionário. Estamos acompanhando tudo de perto”, concluiu o presidente do sindicato.

A empresa também foi procurada pelo A VOZ DA CIDADE, mas na empresa a informação foi de que quem poderia responder estava em reunião e depois teria encerrado o expediente. O interventor também foi procurado, mas não respondeu.

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