Sassaricando – Oscar Nora – 9 de março de 2019

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Foto: Divulgação

O carnaval terminou há quatro dias e já entramos novamente no samba de uma nota só. Não me refiro ao belo samba imortalizado pela genial e saudosa dupla Antonio Carlos Jobim e Nara Leão. Mas ao samba repetitivo e descompassado que há algum tempo vem sendo proposto pelas federações e a Confederação Brasileira de Futebol.
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No Samba de Uma Nota Só, do Jobim, as sete notas musicais – Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si – aos poucos vão surgindo harmoniosamente. Contudo, no Samba de Uma Nota Só organizado pelas federações existem apenas quatro notas: “Lá” se foi o tempo do futebol organizado; nosso futebol anda de “Ré”; da “Dó” o que será nosso futebol no futuro, pois lhe falta o “Sol” da criatividade. É pura verdade. É pura escuridão.
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Sem contar o jogo do Flamengo na terça-feira de carnaval, pois foi uma partida em outro país onde a cultura do carnaval não é expressiva, ontem o Voltaço enfrentou o Bangu; hoje, sábado, jogam Vasco x Flamengo; amanhã, domingo, tem Fluminense x Cabofriense e na segunda, à noite, se enfrentam Botafogo x Madureira.
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Antes, carnaval e futebol sempre deram bons sambas. Tanto que em 2002 o samba enredo da Escola de Samba Vila Isabel fez uma homenagem ao craque Nilton Santos. Em 2014 a Imperatriz Leopoldinense homenageou Zico. No mesmo ano, em São Paulo, a Gaviões da Fiel elegeu Ronaldo Fenômeno para astro principal da escola.
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Infelizmente, talvez tenha sido nesse ano de 2014 que a cuica passou a roncar diferente. Em São Paulo, já no camarote, Ronaldo e André Sanches discutiram e quase sairam no tapa. Na mesma noite, no Rio de Janeiro, o atacante Romário, vestido de carnavalesco, serpentina e confete, era multado no trânsito por se negar a fazer o teste do bafômetro.
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Em outro camarote, também no Rio, o ex jogador Roger era esnobado por outros famosos do futebol porque o agora comentarista da televisão vivia criticando a qualidade do futebol dos velhos colegas. Em Belo Horizonte, na manhã de segunda-feira, Ronaldinho Gaucho e Diego Tardelli chegavam tarde ao treino do Atlético-Mineiro.
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Bocejavam sem parar e coçavam os olhos o tempo todo enquanto o técnico Paulo Autuori lhes amarrava a cara. Como Ronaldinho passara o carnaval em Salvador e Tardelli no Rio, ambos deram a mesma desculpa: seus aviões atrasaram; o que não os livrou das multas.
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Neymar não atravessou o samba. Em pleno carnaval foi para a Europa treinar no seu time. Nem viu, nem cantou a marchinha “Touradas de Madri”. Mas no sambódromo, sem ele, foi representado por meia dúzia de dedicados amigos. Os seis, vestidos com a fantasia “Papagaios de Pirata”, beberam todo estoque de cerveja do camarote. E ainda posaram para as fotos

Foto: Divulgação

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, lembramos, entre outras mulheres fantásticas, de Maria Emma Hulga Lenk Zigler, Maria Lenk, única brasileira com estatueta no Hall Mundial da Fama na Natação. Elisabeth Clara Muller, 4 medalhas de ouro no primeiro Campeonato Brasileiro Feminino. Aída dos Santos, quarto lugar no salto em altura na Olimpíada de Tóquio/1964. Conceição Geremias (heptatlo) e Esmeralda de Jesus (100 m) primeiras campeãs do PAN, em Caracas/1983. Sandra Pires, ouro olímpico no vôlei de praia, Atlanta/1996. Maurren Maggi ouro no salto em distância em Pequim/2008. Fabiana Murer, campeã do salto com vara no Mundial de Daegu/2011. Marta, a maior craque do futebol feminino de todos os tempos. Rafaela Silva, ouro olímpico no judô nos Jogos do Rio/2016.

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