Programa de Controle de Tabagismo sofre adaptações durante a pandemia em Resende

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RESENDE

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Programa Antitabagismo, desenvolvido pela Secretaria de Saúde do município, passou por uma reformulação para o atendimento da população. Para que o trabalho seja feito com as medidas de segurança contra o vírus, uma nova metodologia de atendimento foi criada, acompanhada de ações previstas para os próximos meses.

As pessoas que desejam fazer parte do programa deve entrar em contato com a equipe por meio do telefone fixo (24) 3354 0364 ou pelo WhatsApp (24) 99275- 1216, momento em que será convidado para um encontro presencial individual com hora agendada. “Em seguida, o novo participante será submetido a uma anamnese para a avaliação de seu histórico por um profissional da saúde e, depois, direcionado para o atendimento, que pode ser presencial individual ou semipresencial, respeitando todos os protocolos de segurança sanitária”, informando que após a avaliação, o paciente comparece uma vez por semana à sede do programa, situada na Rua Coronel Abílio Godoy, nº. 127, no bairro Paraíso. “Com hora previamente marcada para cada sessão, o paciente recebe atendimento de um profissional da saúde, de acordo com as recomendações feitas pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer). Neste caso, a retirada do medicamento acontece na sede”, informa.

Programa implantou nova metodologia de atendimento durante a pandemia da Covid-19-Gleisiane Carvalho/PMR

Atualmente, o Programa Antitabagismo está em um processo de alta dos pacientes e extensão do tratamento, envolvendo 55 pessoas. “O ano começou com 70 pacientes, divididos em três grupos. As atividades foram suspensas no início de abril. Após a reestruturação em razão da pandemia, em junho, os pacientes cadastrados foram recontactados e 30 decidiram retomar o tratamento nos novos moldes adotados pela gestão municipal”, explicou a coordenadoria, acrescentando que um dos motivos notados na missão de resgate foi à preocupação com a possibilidade de infecção pelo novo coronavírus, visto que os fumantes fazem parte do grupo de risco da doença que pode gerar complicações respiratórias. “Por outro lado, uma parcela dos participantes se recusou a voltar ao programa, alegando que o momento de confinamento era delicado e suscetível a desencorajamento. Outro argumento utilizado pelos desistentes foi que estavam evitando, ao máximo, deslocamentos neste período. Dos 55 pacientes, 25 fizeram contato durante a pandemia, sendo também acolhidos e encaminhados para o novo formato do programa”, informa.

TRATAMENTO

O tratamento desta dependência química dura em média três meses, podendo se estender até 12 meses. A equipe multiprofissional é composta por dois enfermeiros, um assistente social e um psicólogo. “O processo consiste em uma avaliação e abordagem cognitivo-comportamental, mais dois meses de manutenção com sessões estruturadas, com base nos protocolos preconizados pelo Inca”, explica a coordenação do Programa.

O processo inclui oferta de adesivo conhecido como TRN (Terapia de Reposição de Nicotina), além de medicação via oral com prescrição médica baseada em avaliação. Vale lembrar que o adesivo serve como controle do tabagismo, pois fornece ao paciente dose de uma das substâncias mais viciantes do cigarro, sem o risco da absorção das outras mais nocivas presentes nele. O adesivo, colocado sobre a pele com orientação profissional, libera nicotina gradualmente.

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