Andrinho poderá ser afastado da presidência do Leão do Sul

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Conforme noticiado na edição de ontem do A VOZ DA CIDADE, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (GAEDEST/MPRJ) e da Promotoria de Investigação Penal de Barra Mansa, em conjunto com a Delegacia do Consumidor (Decon), realizou na quinta-feira, dia 27, uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso organizado para obter vantagens mediante manipulação de resultados de partidas de futebol do Barra Mansa Futebol Clube (BMFC). No entanto, este não é o único problema que o atual presidente do Leão do Sul, Anderson Florentino está enfrentando.

Na segunda-feira, dia 1º, às 19 horas, no Clube Municipal, localizado no Centro de Barra Mansa, o Conselho Deliberativo do Leão do Sul, que é presidido por Sílvio Antônio Francisco, se reunirá e poderá decidir pelo afastamento de Andrinho, que também é um dos alvos da investigação que apura a manipulação de resultados nos jogos de futebol da equipe profissional.

O outro problema é que, em novembro do ano passado, as duas chapas que iriam concorrer a presidência do Barra Mansa foram impugnadas pelo Conselho Deliberativo. A chapa de oposição, liderada por Thiago Campbell, pelo fato do título de sócio honorário concedido pelo presidente do clube em 2015, Almir Marques, não ter a assinatura do Conselho, e a chapa da situação, liderada por Anderson Florentino, pois o atual mandatário, supostamente, teria concorrido à eleição anterior com um título falso. No entanto, após obter um mandato de segurança junto a Justiça, Andrinho foi o único concorrente, sendo eleito por aclamação.

Mas com as acusações que estão sendo feitas contra o atual presidente, Conselho Deliberativo do Barra Mansa Futebol Clube entrou com uma ação para a cassação do Mandato de Segurança.

Caso Anderson Florentino seja afastado, a presidência do clube será ocupada por Sílvio Antônio, até que sejam marcadas novas eleições.

Suposta manipulação de resultados

Segundo o Ministério Público, os denunciados Lincoln Vinícius da Silveira Aguiar, à época gerente de futebol do Barra Mansa Futebol Clube, acompanhado de Anderson Martins Florentino, o Andrinho, presidente do clube, em acordo com Ezequia de Oliveira, o Oliveira, proprietário da empresa Agesport, responsável pela administração e logística da equipe, eram responsáveis por oferecer aos jogadores do Leão do Sul, vantagem financeira ilícita para aceitarem ‘entregar’ (perder) alguns jogos.

De acordo com a denúncia oferecida pelo GAEDEST/MPRJ à Justiça, a quadrilha atuava junto aos interesses de uma máfia internacional de apostas e manipulação de resultados de eventos esportivos, cujo representante ainda não foi identificado. A vantagem patrimonial aceita pelos denunciados consistia no pagamento de quantias entre R$ 35 mil e até mais de R$ 150 mil por jogo em que o Barra Mansa fosse derrotado de acordo com os interesses da referida máfia.