Sassaricando – Oscar Nora – 8 de maio de 2019

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Tenho observado significativo aumento no número de vezes em que jogadores são acometidos de câimbras durante uma partida de futebol. Geralmente acontece no segundo tempo, lá pelos 60 minutos, quando já decorreram setenta por cento do tempo de uma partida de futebol.
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Observo também que a dolorosa câimbra não escolhe a vítima pela idade ou posição tática do atleta. Tampouco pelas condições atmosféricas ou horário da cidade e local onde se faz a disputa. Antigamente era raro ocorrer uma cena de câimbra durante uma partida de futebol.
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Como a partida de futebol continua sendo jogada durante o mesmo tempo de noventa minutos e os jogadores de antigamente, nem de longe, tinham o cuidado pessoal, alimentação, hábito de vida, treinos físicos e exercícios musculares dos seus colegas da atualidade, o que está acontecendo?
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Sempre soube que as câimbras são frequentes durante a noite, ou em exercícios físicos extenuantes, em pessoas que não possuem condicionamento físico adequado. Será que o futebol moderno, colocando em contato físico atletas mais vigorosos, se tornou atividade física mais extenuante?
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Será que a preparação física está sendo inadequada? Ou será que o futebol se tornou esporte desumano, superpondo competições, obrigando frequentes e cansativas viagens? A verdade é que a medicina e o coração cada vez mais se destacam a vida dos atletas.
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O goleiro Casillas, do Porto, 37 anos, infartou na semana passada quando treinava. O goleiro brasileiro Doni, que já foi da seleção brasileira, pelo mesmo motivo encerrou a carreira sendo acompanhado pelo atacante Washington, que jogou no Fluminense.
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Renato Abreu, habilidoso volante, meia e lateral pela esquerda ou direita, diagnosticado com problemas no coração teve de se aposentador depois de 15 anos de carreira, 481 jogos e 114 gols marcados.
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O vascaíno Everton Costa, numa partida da Copa do Brasil contra o Resende passou mal. Foi para o hospital eficou seis dias internado recebendo um desfibrilador no coração, uma espécie de marca-passo. Sorte melhor do que a do camaronês Marc-Vivien Foé que morreu em campo. E do Serginho do São Caetano que faleceu uma hora depois.
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Foto: Conmebol/Divulgação

Dia 14 de junho começará a Copa América no Brasil, torneio onde dois brasileiros conseguiram ser campeões como jogador e treinador. O vascaíno Daniel Alvim, como jogador do Brasil foi campeão em 1949 e como treinador da Bolívia em 1963. Dunga foi além. Como jogador, venceu a Copa América em 1989 e 1997. Como técnico, conquistou a Copa América Venezuela 2007. Na foto, Danilo está à direita do goleiro Barbosa e atrás do barra-mansense/quatiense Jair Rosa Pinto.

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