Lei que proíbe distribuição de sacolas plásticas entra em vigor

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BARRA MANSA

Entrou em vigor ontem a Lei Estadual 8.006/18, que proíbe a distribuição de sacolas plásticas no comércio. Agora os clientes terão que levar suas próprias bolsas ou então comprar os sacos à R$ 0,06. O presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), Fábio Queiróz, afirmou que a cobrança é uma forma de desincentivar  o consumo do plástico. E para saber como os clientes reagiram as comprar sem as tradicionais sacolas, o A VOZ DA CIDADE esteve em alguns dos principais supermercados de Barra Mansa e observou que muitos consumidores já estão utilizando as famosas bolsas retornáveis e outros usam caixas de papelão. Alguns preferiram comprar as sacolas novas, que são feitas em sua maior parte na composição de fontes renováveis.

As novas sacolas que serão entregues (duas por cada consumidor) e vendidas a preço de custo se o consumidor precisar de mais, virão em duas cores: verde, para os resíduos recicláveis, e cinza, para os demais rejeitos, ambas devem possuir cerca de 51% de materiais provenientes de fontes renováveis e deverão ter resistência de no mínimo dez quilos, podendo ser reutilizada até 60 vezes.

A jovem Alexa Rocha, de 27 anos, já comprou a sacola retornável e disse que a intenção é já tentar se adaptar. “A gente começa de baixo para tentar mudar tudo. Ainda têm os pacotes e embalagens de plástico, mas esse já é um passo”, afirmou. Já segundo a idosa de 82 anos, Judite Costa de Matos, além de acabar com a distribuição de sacolas plásticas, o povo deveria ser educado separando o lixo para ajudar a preservar o meio ambiente. “Gostei muito da mudança feita, já é um primeiro passo”, opinou.

PRIMEIRO DIA COM A LEI EM VIGOR

Segundo o gerente de uma rede de supermercados, Jairo de Souza, o primeiro dia da lei em vigor foi tranquilo. “Desde que fomos informados dessa mudança, começamos a repassar aos nossos clientes e a conscientizá-los”, disse, acrescentando eram distribuídas cerca de três mil sacolas plásticas diariamente somente no supermercado de Barra Mansa. “Existe a necessidade de cuidar do nosso meio ambiente e acredito que o povo entenda isso”, afirmou.

Ainda de acordo com o Jairo, nesses primeiros dias, no estabelecimento, não serão cobradas a taxa de custo da nova sacola. “Ainda está no começo e estamos aproveitando para continuar a conscientizar a população para essa nova regra, depois começaremos a cobrar de acordo com o que foi decretado”, disse, recomendando outras opções para as compras. “Fizemos uma exposição com as bolsas retornáveis e nas últimas semanas as compras delas aumentaram. Hoje já são cerca de 100 sacolas retornáveis vendidas por dia”, ratificou, completando que os carrinhos de feira também são uma boa opção.

De acordo com que explicou o encarregado de setor do supermercado, Aluísio de Assis Machado, no dia 27 de maio ele participou de uma reunião no Rio de Janeiro onde foi explicada a mudança. “A lei é para incentivar o cliente a levar suas próprias sacolas”, declarou, explicando que o valor pago pelas sacolas não darão lucro aos supermercados. “A renda será destinada para a compra das próprias sacolas, então os supermercados não lucrarão com as vendas”, afirmou. Antigamente, segundo ele, cada mercado comprava sacolas a R$ 0,03 e repassava gratuitamente ao consumidor.

UM ANO DE PREPARAÇÃO

O prazo estipulado para a implementação da nova norma para as grandes redes de supermercados foi de um ano, a partir da publicação da lei em 25 de junho do ano passado. Já os mercados menores terão até novembro deste ano para se adequarem. Os demais estabelecimentos, como lojas, padarias e farmácias, por exemplo, terão até junho de 2020 para se enquadrar a legislação.

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