Estudante de Pedagogia cria aplicativo para auxiliar pessoas com deficiências múltiplas e outras

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VOLTA REDONDA

Pensando em beneficiar as pessoas com deficiências múltiplas e microcefalia, a estudante do curso de Pedagogia de Ensino a Distância (EaD) da Estácio, campus do município, Thaís Pires da Silveira, de 28 anos, decidiu criar um aplicativo. Thaís, diagnosticada há 12 com dislexia mista, visual e auditiva, que vem se destacando também como empreendedora social, é professora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Barra Mansa (Apae-BM).
A estudante destacou que desenvolveu o aplicativo em uma plataforma gratuita online, onde atualmente está hospedado, mas de acesso restrito a apenas quem ela libera. “Meu sonho é levar o GJT, iniciais inspiradas em meu nome e de alguns alunos, ao maior alcance possível e ajudar no desenvolvimento de pessoas com deficiência”, explicou. Disse ainda que gostaria de encontrar parcerias para fornecer o GJT a outras instituições de ensino. “Já comprovei os benefícios do aplicativo com o uso frequente de alguns de seus alunos, que já demonstraram avanços na coordenação motora e no raciocínio’, completou Thaís.
APLICATIVO FORMADO POR MAIS DE DEZ JOGOS

Ainda de acordo com a estudante, o aplicativo é formado por mais de dez jogos, entre quebra-cabeças, caça-palavras, memória, entre outros. Todos, de segundo ela, foram adaptados para pessoas com microcefalia e deficiências múltiplas. Lembrou ainda que, para tornar os jogos mais atrativos para as pessoas com deficiência, podem ser personalizados e com fotos de familiares.

Thaís fez questão de lembrar que pessoas com deficiência precisam de muitos estímulos para se desenvolverem e muitas vezes os jogos comuns a outras pessoas não despertam seu interesse. “Após observar isso em meus alunos, resolvi criar algo que eles se interessassem de verdade, e incluí nos jogos imagens de familiares e até personagens de desenho, sempre ensinando algo, como noções de higiene pessoal, cores, letras do alfabeto”, informou a aluna da Estácio, que para aprender a realizar a programação do aplicativo precisou aprender inglês.
LIMITAÇÕES NÃO SÃO IMPEDITIVOS

A jovem estudante, que é prova de que limitações não são impeditivos para realizar sonhos, fala com carinho de seus alunos da Apae e diz que ver a felicidade e o desenvolvimento deles é seu maior orgulho. “Sou grata a Deus por me dar conhecimento e força para ter criado esse aplicativo, e por me ajudar a realizar meus sonhos de ser professora e de fazer uma faculdade, declarou Thaís.
A estudante lembrou que, os interessados em parcerias com ela, para que o aplicativo ele chegue a um maior número de pessoas e instituições, podem entrar em contato enviando e-mail para [email protected].
 

 

 

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