Bruno Marini fala de trabalhos realizados à frente da Subsecretaria Estadual de Prevenção a Dependência Química

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ESTADO/SUL FLUMINENSE

Desde janeiro à frente da Subsecretaria de Prevenção a Dependência Química, vinculada a Secretaria Estadual de Saúde, Bruno Marini colhe agora os resultados. Em entrevista ao A VOZ DA CIDADE, falou sobre ações realizadas e conquistas, como a publicação nos próximos dias de editais que abrirão possibilidades para comunidades terapêuticas do estado, legalizadas, conseguirem verbas para realização de projetos de acolhimento provisório (as antigas internações).

O subsecretário disse que foram três anos de inatividade total da pasta e quando assumiu logo iniciou a organização de um fórum que tratou sobre dependência química. No evento, em abril, participaram representantes de 43 cidades – 219 pessoas – dentre Organizações Não-Governamentais (ONGs) e membros de prefeituras. “Percebemos então que existia uma expectativa muito clara nessa política de prevenção e estabelecemos uma linha de contato com os municípios, mas trabalhando sem recursos até o momento, para podermos então pensar em política da pasta em conjunto”, disse Bruno Marini.

No mês de junho, nos dias 25 e 26, a subsecretaria promoveu uma ação na Praça XV, no Rio, um trabalho de combate às drogas. Há ainda o projeto chamado de Prevenção Presente, realizado dentro da Caminhada da Cidadania e Ordem, que acontece há 30 dias na cidade do Rio de Janeiro, uma ação do Governo do Estado em parceria com a prefeitura. Lá estão sendo realizadas também ações voltadas para moradores de rua no trabalho de prevenção às drogas.

No dia 25 deste mês a subsecretaria também integrará outro projeto, desta vez da Secretaria Estadual de Saúde, chamado Saúde de Bamba, uma ação itinerante dentro das quadras das escolas de samba, com trabalho e informação a respeito das drogas atuais e os caminhos para deixar o vício.

EDITAIS  

Sobre os editais, Bruno Marini contou que um deles seria um convênio de R$ 1,6 milhão para gerar mil vagas para comunidades terapêuticas fazerem o que antigamente chamavam de internação de dependentes químicos, agora chamado de acolhimento provisório. Serão por mês 133 vagas abertas. “O edital abre a possibilidade de quem estiver legalizado como comunidade terapêutica participar. Temos algumas comunidades no Sul Fluminense”, contou.

O outro edital será para o retorno do Centro de Acolhimento Regional Especializado de álcool de droga (CARE-AD). O valor total será de R$ 4 milhões, R$ 1 milhão ao mês até o final do ano. “É também para as comunidades terapêuticas, tem o mesmo modelo de acolhimento provisório, mas que é bancado pelo estado em convênio com o terceiro setor. O CARE não existe mais, porém, estamos reativando. Será a mesma coisa: podem participar comunidades legalizadas”, apontou o subsecretário, informando que a verba é oriunda da Secretaria Estadual de Saúde.

Sobre projetos futuros, disse que tem e já estão trabalhando para criar ações de prevenção dentro dos colégios do estado.

 

 

 

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