Valor da gasolina atinge o valor mais alto registrado pela ANP; preço do GNV também sobe

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SUL FLUMINENSE

R$7,270. Esse é o valor mais alto já registrado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor foi apontado na última semana após o preço da gasolina comum subir pela segunda semana seguida. O recorde anterior foi verificado na semana de 13 a 19 de março, quando o combustível estava sendo vendido a R$ 7,267, a primeira vez acima de R$ 7. Em Barra Mansa os preços registrados giram em torno de R$ 8,50

Dados do Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da ANP indicam que, na semana entre 17 e 23 de abril, o preço médio do litro da gasolina no país ficou em R$ 7,270, o que representa uma alta de 0,70% em relação a semana anterior. Trata-se do maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

a média por região foi menor no Sul, com R$ 7,109, e maior no Centro-Oeste, com R$ 7,440. O maior valor encontrado para a gasolina foi R$ 8,559 e o menor, R$ 6,190. A pesquisa envolveu 5.235 postos de abastecimento.

Na semana anterior, o preço médio do litro da gasolina no país estava em R$ 7,219 e, na semana de 3 a 9 de abril, em R$ 7,192. O aumento verificado da segunda para a terceira semana de abril foi de 0,7%. Na semana anterior, o crescimento havia sido de 0,37%.

A escalada do preço da gasolina se acentuou no ano passado. A primeira vez que o litro da gasolina comum passou de R$ 5 foi em março do ano passado, quando os postos do país cobraram, em média R$ 5,484 pelo litro do combustível. Em setembro do ano passado, o valor atingiu R$ 6,078.

A política de Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras foi adotada em outubro de 2016, fazendo com que o preço dos derivados de petróleo no país fossem calculados com base nas variações no mercado internacional. O valor passou, então, a ser fortemente influenciado pelas mudanças no preço do dólar e do barril de petróleo e sujeito a reajustes mais frequentes, que chegaram a ser diários.

O motorista de aplicativo Wellington Gama, destaca que as corridas já diminuíram em função disso. “O aplicativo teve um reajuste, e claro, as corridas ficaram um pouco mais caras , portanto, as pessoas estão solicitando em apenas casos mais urgentes”, citou.

MAIS AUMENTOS

O Gás Natural Veicular (GNV) registrou um aumento de R$ 0,15 no preço médio do metro cúbico nesta semana, segundo o último boletim da Agência Nacional de Petróleo, Gás natural, e Biocombustíveis (ANP).

No levantamento da agência, divulgado nesta sexta-feira, o preço médio do combustível no Brasil é de R$ 4,54, ou seja, um aumento de 3,3% em relação à semana anterior. No Rio de Janeiro, o preço médio do gás natural passou de R$ 4,30 para R$ 4,62. Já no Sergipe, o valor médio registrado nesta semana foi de R$ 4,91, frente aos R$ 4,66 da semana passada.

Ainda segundo o boletim da ANP, o etanol segue a trajetória de queda nas últimas quatro semanas, com preço médio de R$ 4,69. Na última semana, o preço registrado foi de R$ 4,79, ou seja, uma redução de R$ 0,10 no preço do litro, de uma semana para outra.

O gás de cozinha também registrou aumento pela segunda semana consecutiva. De acordo com a ANP, o preço médio do botijão de 13 Kg está custando R$ 102,65, um aumento de R$ 0,18 na comparação com a semana anterior. A pesquisa constatou também uma queda de R$ 0,01 no preço médio do litro do diesel, passando de R$ 5,58, para R$ 5,57 nesta semana.

O etanol e o diesel também subiram nas bombas. A disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente à demanda mundial por energia.

 

 

 

 

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