Serviços no Rio ainda não foram normalizados após ataque de hacker

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Em comunicado divulgado nas redes sociais, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, informou que equipes trabalham 24 horas para normalizar os serviços prestados pelo município, vítima de ataque de hacker na madrugada de segunda-feira (15). O ataque criminoso tentou furtar dados sigilosos do governo municipal. “Logo que a gente percebeu a ameaça, as equipes técnicas tiveram que retirar do ar, preventivamente, todo o sistema, para proteger a população, de 6,8 milhões de pessoas, afirmou.

O prefeito não falou, no entanto, em prazo para que os serviços essenciais da prefeitura sejam normalizados. “O crime foi registrado na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática para que o responsável seja identificado e punido”.

Mesmo recuperados, os sistemas permanecerão fora do ar até que o ambiente digital esteja totalmente seguro. “Tenho a exata noção dos transtornos que essa ação criminosa está provocando na vida das pessoas. Eu queria tranquilizar os contribuintes e informar que esses dias em que o sistema estiver fora do ar não vão ser considerados como dias úteis para fins de vencimento de tributos e contas”.

Paes disse ainda que vai seguir trabalhando firme para normalizar os serviços. “É uma situação absolutamente nova para nós. Ela infelizmente tem acontecido, como no STJ (Superior Tribunal de Justiça), na ANP (Agência Nacional de Petróleo), em grandes empresas. Estamos trabalhando para resolver o problema e devolver a tranquilidade aos cariocas. Pedimos compreensão”.

Apesar de o sistema da prefeitura estar offline, alguns serviços continuam funcionando, como o Sistema de Regulação (Sisreg), que fica hospedado no datacenter do Ministério da Saúde, além do Centro de Operações (que monitora o funcionamento da cidade), o 1746 (central de atendimento ao cidadão) e o Táxi.Rio (aplicativo de táxis da prefeitura).

Outros serviços importantes, como licenciamento sanitário online, emissão de nota fiscal, arrecadação de IPTU, atendimento do CadÚnico, no entanto, seguem interrompidos. AGENCIA BRASIL