Procon-VR fiscaliza postos de combustíveis contra abuso de preços

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VOLTA REDONDA

O Procon de Volta Redonda, junto com a Guarda Municipal e a Secretaria de Fazenda, realizaram fiscalização em alguns postos de gasolina do município, na manhã desta quinta-feira, dia 18. Com o objetivo de fiscalizar e mapear se há abuso no valor cobrado na bomba, a ação ocorreu ainda para levantar a regulamentação dos postos e saber se está tudo em conformidade.

Para o Coordenador Administrativo do Procon, Alexandre Masse, esta ação vai se tornar frequente com a finalidade de evitar o exagero e acompanhar o preço que o dono do posto paga e quanto ele vende. “No caso de alguma irregularidade, na nossa visita iremos orientar os comerciantes para que eles tomem alguma providência e se adequem aos preços”, ressaltou Alexandre.

Essas visitas foram feitas em postos do bairro Aterrado e Retiro, porém as fiscalizações percorrerão todo o município.  Alexandre explicou que, muita das vezes esses locais são escolhidos através das reclamações dos clientes, no Procon. O preço elevou muito nessa semana ultrapassando o valor de R$ 5,20.

Pedro Augusto, morador do bairro Niterói, é cliente assíduo de um posto no Aterrado disse que essas fiscalizações deixam os clientes mais seguros no preço que estão pagando. “É muito importante quando isso acontece porque faz com que a gente tenha certeza que estamos pagando um preço justo e que os postos não abusam nos valores”, afirmou.

CONSCIENTIZAÇÃO

Segundo Alexandre Masse, a população tem que se conscientizar sobre esses abusos e procurar os postos que oferecem o preço mais barato. “A melhoria dos preços começa com a participação de cada cidadão em pagar um preço acessível. Qualquer abuso que a população note, deve ser comunicado ao Procon para que auxiliemos nas medidas a serem tomadas”, acrescenta.

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, lembra que o objetivo dessas fiscalizações é fazer com que essas empresas não aproveitem desse produto para lucrar em cima dos consumidores. “A concorrência sempre é saudável e o mais beneficiado têm que ser sempre o consumidor. Desenvolvemos na prefeitura várias ações visando a ampla concorrência. Gostaríamos que os órgãos estaduais e federais, que são os verdadeiros responsáveis pela fiscalização de postos, ajudassem a cidade em diminuir os preços abusivos”, disse o prefeito.

RECLAMAÇÕES

A ação do Procon-VR ocorre após série de reclamações de consumidores de Volta Redonda, conforme reportagem publicada pelo A VOZ DA CIDADE nesta quinta-feira, 18. Afinal, novamente o preço alto da gasolina e do etanol em alguns postos do município causou revolta. Quem abasteceu na quarta-feira, 17, foi pego de surpresa, já que o etanol subiu de R$ 3,55 para R$ 4,51, já o litro da gasolina aumentou de R$ 4,55 para R$ 5,24. O reajuste foi constatado em estabelecimentos dos bairros Aterrado e Centro.

O valor do combustível revoltou os consumidores de Volta Redonda – Foto: Tânia Cruz

O autônomo Paulo Henrique de Freitas, de 54 anos, que viaja frequentemente para Juiz de Fora (MG), citou que em alguns postos a gasolina não passa de R$ 3,90 e o etanol não chega a R$3,50. Ele declarou também que em algumas localidades próximas da cidade mineira, como em Igrejinha o valor dos combustíveis é ainda menor. “Não dá para entender como Volta Redonda pode vender combustíveis tão caro assim e em ouras cidades um valor mais baixo. Não dá para entender. É um absurdo”, reclamou, ressaltando que a população da cidade não aguenta mais essa situação. “Aqui na nossa cidade o combustível é o mais caro de toda região. Não tem explicação”, disse o consumidor.

O administrador de empresas Leandro de Oliveira Mendes, 55 anos, foi outro que se queixou do aumento. “Mesmo insatisfeitos não podemos reclamar, pois quem manda são os que têm mais”, reclamou o administrador, ressaltando que o pobre não tem para onde correr, pois o transporte coletivo é de péssima qualidade e assim não tem como optar pelo uso de coletivos em detrimento ao carro particular. “Daqui a pouco todo mundo vai querer andar a pé, mas isso também fica difícil, já que a violência na cidade está em alta”, queixou-se.

 

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