Presidente do SindPass não acredita em greve dos rodoviários de Volta Redonda

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VOLTA REDONDA

Na noite de quarta-feira, 22, os rodoviários de Volta Redonda, Barra do Piraí, Piraí, Mendes, Vassouras e Rio das Flores aprovaram a proposta de greve em assembleia convocada pelo Sindicado da Categoria. Os cerca de 90 profissionais, entre motoristas e cobradores, decidiram pela paralisação das atividades que pode iniciar na próxima segunda-feira, 27. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SindPass), Paulo Afonso Arantes, garante que recebeu o resultado da assembleia, mas que não acredita em greve.

Segundo Paulo Afonso, o resultado da assembleia dos rodoviários já chegou até ele que, ainda hoje deverá se reunir com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, José Gama, o Zequinha. Ele acredita que nesse período de 72 horas as duas partes deverão chegar a um acordo para fechar a Campanha Salarial dos rodoviários. Por isso, não acredita em greve, já que o valor já oferecido pelo SindPass aos funcionários está dentro do que pode ser feito, ou seja 2% de reajuste salarial, manutenção de várias cláusulas e outros direitos. Ainda de acordo com Paulo Afonso, as negociações e as conversas continuam para chegara a um acordo que seja bom para todos. Lembrou que o que foi oferecido não é diferente do que foi aceito pelos rodoviários de Angra dos Reis e de Barra Mansa. “Com certeza não será diferente em Volta Redonda e nos outros municípios atendidos pelo sindicato da categoria”, relatou Paulo Afonso, lembrando que hoje haverá reunião entre os dois sindicatos.

Vale lembrar que, na assembleia de quarta-feira, os rodoviários rejeitaram a mesma proposta que já havia sido recusada pela direção do Sindicato na mesa de negociação, que é 2% de reajuste salarial. O presidente dos Rodoviários explicou que, as negociações do Acordo Coletivo dos Rodoviários começaram em maio com o Sindpass e não avançaram, já que a proposta apresentada até agora não atende bem a categoria. Segundo o sindicalista, inicialmente os trabalhadores apresentaram um aumento salarial de 5%, o que foi recusado pelos donos das empresas. Os empresários fizeram uma contraproposta de 1,76%, o que foi rejeitado em assembleia pelos trabalhadores. Sendo assim, o Sindpass aumentou a proposta para 2%, que, além de ter sido recusada na mesa de negociação, foi rejeitada também pelos rodoviários.

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