No Dia do Professor, profissionais falam sobre os desafios dos educadores do futuro

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RESENDE

Nesta sexta-feira, dia 15 de outubro, é lembrado o Dia do Professor. E para marcar a data, os profissionais da Estácio levantaram o debate sobre os desafios da educação no futuro. Com a pandemia, a introdução do uso de tecnologia ocorreu rapidamente para atender os alunos em casa, acelerando o processo da educação online. Hoje, com um pouco mais de fôlego, o uso da tecnologia não é mais a grande preocupação dos professores. Segundo a coordenadora do curso de Pedagogia da Estácio em Resende, Carollini Graciani, muitas escolas já utilizavam a tecnologia e na Educação já se falava sobre o ensino híbrido, mas a Covid-19 fez com que os professores aprendessem o novo método na marra.

A pedagoga destaca que não houve tempo para a capacitação, fazendo os profissionais a aprenderem fazendo, o que fez com que muitos criassem uma visão diferente do ensino. Para Carollini muitos profissionais eram reticentes ao ensino híbrido e agora estão mais acostumados à ideia, se preparando para o futuro.

Para a educadora Cristiane Rodrigues, professora dos cursos de Pedagogia e Serviço Social da Estácio Resende e também do Ensino Fundamental, o uso da tecnologia acelerado pela pandemia serviu para mostrar aos professores que os recursos tecnológicos podem contribuir com o processo, mas não podem substituir as relações humanas. “De repente acordamos em um universo digital na Educação e aos poucos fomos melhorando, tentando tornar as aulas mais atrativas. Mas as habilidades e sensibilidades que um professor precisa desenvolver vão muito além da tecnologia”, disse.

A pedagoga Carollini ainda destacou que outros desafios para os educadores surgirão, como a busca contínua por formar gerações que entendam a real importância do estudo. A pedagoga destaca também outras competências a serem desenvolvidas pelos professores do futuro: conhecimento de legislação educacional e teorias de desenvolvimento de aprendizagem, saber entender o comportamento das crianças e adolescentes, saber lidar com a defasagem de ensino de cada aluno, ter conhecimento de formatos de ensino para crianças com necessidades especiais, entre outras.

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