Caged destaca geração do emprego no Sul Fluminense

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SUL FLUMINENSE

O Ministério da Economia divulgou nesta sexta-feira, dia 24, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referente ao mês de dezembro de 2019. Em âmbito nacional, o ano de 2019 fechou com o maior saldo de emprego com carteira assinada em números absolutos desde 2013. Dados do Caged de dezembro mostram que houve a geração de 644.079 novas vagas de emprego formal no país em 2019, o que significa 115 mil postos a mais do que o registrado em 2018.

Com isso, o estoque de empregos com carteira assinada chegou a 39 milhões de vínculos – em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões. Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos. No Comércio foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas.

Na análise das federações, o Rio de Janeiro contabilizou saldo de -10.548 vagas, perante 84.650 admissões e 95.198 desligamentos em dezembro de 2019. Na relação das cidades fluminenses com mais de 30 mil habitantes, o Caged revela que a cidade de Paraty, na Costa Verde, obteve o saldo positivo de 110 vagas de emprego, o melhor desempenho regional com 407 admissões e 297 demissões. No ano, o saldo positivo é de 131 vagas. Outro destaque regional com saldo positivo em dezembro, segundo o Caged, foi a cidade de Barra do Piraí 81 postos de emprego formal, seguido de Angra dos Reis, com 30 vagas.

O mês de dezembro foi de saldo negativo na geração de empregos para outras cidades da região. Barra Mansa teve saldo negativo de 66 vagas, Resende (-170), Três Rios (-146), Valença (-37), Vassouras (-20) e Volta Redonda (-590 vagas).

CIDADE DO AÇO LIDERA RANKING

Por outro lado, o retrospecto do acumulado de 2019 indica Volta Redonda na liderança de vagas criadas com 1.833 empregos, sendo 30.037 admissões e 28.204 desligamentos. Outro município em destaque na geração de empregos no acumulado de 12 meses foi Angra dos Reis, com 1.065 vagas, seguido de Barra Mansa (831), Resende (773), Barra do Piraí (352), Valença (287), Três Rios (276), Vassouras (203), Paraty (131) e Paraíba do Sul (-130).

Segundo o Ministério da Economia, o mês dezembro tem como característica saldos negativos, pois neste período ocorrem os desligamentos dos trabalhadores temporários contratados para trabalhar durante o fim de ano, além da sazonalidade naturalmente observada nos setores de serviços, indústria e construção civil. Para o economista Flávio Gonçalves, o Sul Fluminense persiste com bom retrospecto, sobretudo na indústria, comércio e serviços. “São os setores de maior contratação e consequentemente, maior índice de desligamento. Volta Redonda apostou em diversos projetos criando oportunidades para empreendedores e a economia cresce, conta com setor siderúrgico. O mesmo observo para Barra Mansa com vagas no comércio e serviços, seguido de Resende com o comércio e indústria do polo metalmecânico, além da siderurgia. O destaque de Angra pode estar relacionado também ao turismo, com contratações para a alta temporada que começa em dezembro”, comenta.

 

SALÁRIO

Segundo dados do Caged, houve aumento real também nos salários. No ano, o salário médio de admissão nacional foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento foi de R$ 1.791,97. Em termos reais (mediante deflacionamento pelo INPC), registrou-se crescimento de 0,63% para o salário médio de admissão e de 0,7% para o salário de desligamento, na comparação com novembro do ano passado.

MODERNIZAÇÃO TRABALHISTA

Segundo dados do Caged, em 2019 houve no país 220.579 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado. Entre os setores econômicos, os desligamentos ocorreram principalmente em Serviços (108.877), Comércio (53.304) e Indústria de Transformação (35.059).

Na modalidade de trabalho intermitente, o saldo ficou positivo em 85.716 empregos. O melhor desempenho foi do setor de Serviços, que fechou 2019 com 39.716 novas vagas. No Comércio, o saldo ficou em 24.327 postos; na Indústria da Transformação, 10.459; e na Construção Civil 10.044. As principais ocupações foram assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.

 

Na modalidade de trabalho intermitente a Construção Civil obteve 10.044 – Foto: Arquivo

Já no regime de tempo parcial, o saldo de 2019 chegou a 20.360 empregos. Os setores que mais contrataram nessa modalidade foram Serviços (10.620), Comércio (7.787) e Indústria de Transformação (1.259). As principais ocupações foram repositor de mercadorias, operador de caixa e faxineiro.

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