Aulas on-line têm início e educadores comentam sobre o novo sistema

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BARRA MANSA

Nesta semana os alunos da rede estadual começaram a receber os conteúdos educacionais pelo portal do Google Classroom. Segundo o secretário Estadual de Educação, Pedro Fernandes, foi feita uma parceria com os Correios para que os estudantes que não têm acesso a internet, recebam o conteúdo para estudo. Para saber como tem sido os primeiros dias de aula on-line, o A VOZ DA CIDADE conversou com os profissionais do Colégio Estadual Baldomero Barbará, que contaram que o processo de adaptação tem sido difícil para alguns pais e até mesmo para educadores, contudo, materiais de passo a passo vêm sendo disponibilizados nas redes sociais da unidade.

A diretora do Barbará, Regina Dornas Messias, explicou que a semana passada foi de ambientação, na qual os profissionais e estudantes puderam conhecer o sistema. “A maioria das escolas fez isso”, disse, explicando que cada professor está trabalhando no seu horário e que alguns fazem vídeoaulas e até mesmo transmissão ao vivo para tirar as dúvidas dos alunos.

A coordenadora pedagógica, Valeria Negrão, afirmou que esse é um momento de todos aprenderem juntos. “Como é a primeira semana, o número de acessos ainda está baixo, mas estamos monitorando e a cada dia ele cresce mais”, ressaltou. A pedagoga ainda destacou que muitos pais estão tendo dificuldades de lidar com o sistema, e que alguns professores também. “Não é fácil, mas tentamos incentivar a pessoa a aprender a lidar com o sistema, para isso, disponibilizamos o passo a passo nas redes sociais, criamos um grupo no WhatsApp com os alunos e estamos sempre tentando sanar todas as dúvidas”, acrescentou.

Valeria ainda comentou sobre o material que será entregue aos alunos que não possuem. “O secretário de Educação disse que esses conteúdos começariam a ser entregues na próxima semana. Não temos informações ainda de como será a dinâmica com o aluno que estudará em casa sozinho com o material em mão. É tudo muito novo e estamos aguardando saber como será esse processo”, expôs.

PROFESSORES OPINAM

A professora e língua portuguesa do 9º ano, Ana Carla Soares Alves da Silva, disse que no início foi pavoroso. “Sou uma professora de conversar com os alunos durante a aula e estava sempre em pé. Agora estou tendo que ficar sentada em frente ao computador e pra mim foi muito difícil. Mas estou conseguindo pegar, ainda mais com a ajuda da escola que vem nos dando orientações. É uma situação nova que foi complexa no começo, mas estou me adaptando. Percebi que tenho trabalhado um pouco mais, sempre pesquisando, fazendo planos de aulas para facilitar a vida deles e ainda conseguir passar o conteúdo”, relatou.

Outra professora que falou ao jornal foi a Aliáginis Guedes, que dá aula de Disciplinas Pedagógicas para o Ensino Médio. De acordo com ela é preciso deixar claro que não se trata de um ensino a distância, dentro dos padrões EAD, e sim uma plataforma onde são trabalhados os conteúdos on-line. “Não é simplesmente inserir informações como muitos têm dito. Podemos sim criar discussões, debates, como fazíamos presencialmente, claro que nem sempre todos ao mesmo tempo. Mas vejo sim, como a melhor maneira de não permitirmos com que o ano letivo seja cancelado/ perdido, ou atrasado, trazendo danos aos nossos alunos, principalmente os do 3º ano do Ensino Médio”, disse.

FASE DE ALFABETIZAÇÃO

Nas escolas particulares os desafios também estão acontecendo. Nessa semana já foram iniciadas as aulas on-line. E um dos desafios tem sido para a alfabetização. Segundo Tayana Gonçalves, que é mãe da pequena Sophia de seis anos, que está no primeiro ano, o desafio é saber conduzir e acompanhar a criança, que precisa de mais atenção nessa fase.

Apesar da Sophia estar fazendo as aulas on-line através de uma rede de ensino particular, Tayana explica que houve também uma dificuldade com a adaptação no sistema. “Eu vejo que tanto para minha filha, quanto para os professores, houve dificuldade no início, mas percebo que com o passar dos dias, todos foram se adaptando melhor”, disse, acrescentando a fase de alfabetização é de suma importância e o sistema não substitui isso. “Existem os pontos positivos, pois minha filha está tendo a oportunidade de interagir com os amigos, está exercitando a escrita também no teclado do computado e aprendendo a lidar com esse meio digital. O desafio é ter que dedicar um tempo para aprender as matérias com ela, porque apesar de estar em casa, estamos atarefados, parece que os serviços em casa dobraram”, expôs.

Outra mãe que falou ao jornal foi a Lilian Castro, que também tem uma filha de seis anos, que estuda em uma escola particular. “O estudo online não é a mesma coisa que ao lado da professora. Não estudei para isso e, ao mesmo tempo, continuo trabalhando em casa e está difícil conciliar as duas coisas, que é ajudar no ensino e o trabalho. Espero que quando isso tudo passar, haja reposição das aulas para minha filha não ser prejudicada nessa época tão importante para a vida acadêmica dela”, finalizou.

2 Comentários

    • Faço sempre o que posso Mariane… Você me conhece.
      Vocês são o meu “produto de trabalho”, o meu trabalho. De vocês vem o reconhecimento que eu quero e que todos nós professores precisamos.
      Obrigada pelo carinho…

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