CNM emite nota na qual solicita demissão de ministro da Saúde; poucos prefeitos da região se manifestam

Por Carol Macedo
a voz da cidade

BRASÍLIA

Uma nota foi divulgada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) nessa semana pedindo que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello seja demitido. A nota argumenta que isso seria para o “bem dos brasileiros”. O principal motivo seria o combate à pandemia de Covid-19 no país. A CNM reúne 5,2 mil prefeitos dos 5.565 municípios do país. O A VOZ DA CIDADE entrou em contato com as assessorias de imprensa das prefeituras da região para saber o posicionamento dos prefeitos sobre a nota divulgada pela CNN. Os que responderam, preferiram não se envolver nessa questão.

Segundo a nota da CNM, assinada pelo presidente, Glademir Aroldi, é “necessária, urgente e inevitável” a troca do ministro Saúde. A entidade afirma que uma das causas é a falta de doses de vacina em alguns municípios. Citou ainda que tem tentado argumentar com o ministro  que tem ignorado os membros da entidade. “Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros”, diz o documento.

O prefeito de Volta Redonda, Antonio Francisco Neto respondeu o questionamento do jornal. A cidade é um dos municípios que já anunciaram que suspenderão o calendário de vacinação até que novas doses sejam enviadas. Com poucas vacinas, a prefeitura informou que apenas maiores de 90 anos podem procurar a rede no momento para serem imunizados. Neto não tocou no ponto do pedido de demissão de Pazuello feito pela CNM. “Estamos todos empenhados para tentar conseguir mais doses da vacina contra a Covid-19 e seria bom que as estratégias fossem tomadas em conjunto.  Estamos sofrendo com essa pandemia por praticamente um ano e ainda vemos uma guerra de contradições e desinformação. Isso tudo é muito ruim. Já foram trocados muitos ministros e não sei se essa é a solução. Gostaria apenas de poder ver todos reunidos falando a mesma língua, a língua da vacinação. Todo o resto é secundário”, disse Neto.

O prefeito de Resende, Diogo Balieiro Diniz, destacou que a decisão de admissão ou demissão de ministros cabe ao Presidente da República e não deve ter ingerência dos demais entes federativos. “Sendo assim, a decisão de demissão ou manutenção do ministro da Saúde, cabe apenas ao Presidente, bem como a de secretários municipais cabe aos prefeitos e os estaduais aos governadores”, limitou-se a dizer.

Foram procurados os prefeitos de Itatiaia, Imberê Moreira (interino); de Porto Real, Alexandre Serfiotis; de Barra Mansa, Rodrigo Drable. Não houve posicionamentos até a publicação dessa reportagem.

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