VOLTA REDONDA
O vereador Rodrigo Furtado deve apresentar, nesta segunda-feira, 23, na Câmara Municipal de Volta Redonda, um projeto de lei que prevê o tombamento do Clube Náutico e Recreativo Santa Cecília como patrimônio histórico, cultural, esportivo e social da cidade. A iniciativa busca garantir a preservação de um espaço considerado simbólico para a população.
Segundo o parlamentar, o clube ultrapassa o conceito de patrimônio físico e representa um ponto de referência afetiva para diferentes gerações. Ao longo dos anos, o local se consolidou como espaço de convivência, prática esportiva e encontros familiares, marcando a história de muitos moradores.
“O Clube Náutico não é apenas um imóvel. Ali existem histórias, lembranças, vínculos e parte da identidade de Volta Redonda. Há bens que têm preço. E há bens que têm valor. E o Clube Náutico tem valor histórico, social, cultural e humano. Quando um lugar assim se vê ameaçado, o Poder Público não pode cruzar os braços”, afirmou.
Para Rodrigo Furtado, a proposta surge diante da necessidade de proteger patrimônios que ajudam a contar a trajetória do município. Ele alerta que a perda desses espaços representa mais do que danos materiais, afetando diretamente a identidade local. “Quando a cidade perde um lugar como esse, não perde só uma estrutura física. Perde memória, perde identidade, perde um pedaço da sua alma. Não podemos aceitar que Volta Redonda vá se tornando estranha à sua própria história”, declarou.
O projeto prevê a proteção da estrutura do clube, incluindo elementos arquitetônicos e bens vinculados à sua história, impedindo intervenções que comprometam suas características sem autorização prévia do poder público.
A proposta também reforça uma linha de atuação já adotada pelo vereador em defesa do patrimônio histórico da cidade. Em 2020, por iniciativa dele, o complexo do Recreio do Trabalhador Getúlio Vargas foi tombado, garantindo a preservação de suas instalações esportivas e culturais.
Rodrigo Furtado ressalta que o objetivo não é impedir o desenvolvimento urbano, mas equilibrá-lo com a preservação da memória coletiva. “Quando o povo abraça um lugar durante tantos anos, esse lugar deixa de ser apenas um ponto no mapa. Passa a ser símbolo. Passa a ser referência. Passa a ser patrimônio moral e afetivo da coletividade. E patrimônio assim não se abandona. Patrimônio assim não se apaga. Patrimônio assim se protege”, concluiu.