Vereador de Angra usa tribuna para falar sobre motivação pessoal de delegado em operação da PF

Por Carol Macedo
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ANGRA DOS REIS
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, 24 a Operação Caça Fantasmas para apurar suspeitas de nomeação de assessores parlamentares sem atuação efetiva e possível uso irregular de recursos públicos em Angra dos Reis. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral em endereços ligados aos investigados, nas cidades de Angra, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.

As diligências ocorreram em residências, um escritório de advocacia e também em um gabinete na Câmara de Angra dos Reis. Segundo a PF, há indícios de utilização da estrutura pública para fins eleitorais, com possível nomeação de assessores que não exerciam, de fato, as funções do cargo, em um esquema que poderia envolver captação irregular de recursos e apoio político.

De acordo com as investigações, uma das situações que chamaram atenção foi a de uma assessora parlamentar que, formalmente vinculada ao gabinete investigado em Angra, cursaria medicina em período integral em Juiz de Fora, além de atuar como cirurgiã-dentista na mesma cidade — o que, para os investigadores, indicaria incompatibilidade com a função pública.

A apuração também aponta possíveis fraudes na prestação de contas eleitorais, com indícios de omissão de despesas e inserção de informações divergentes sobre contratação de serviços e destinação de recursos durante a campanha.

Segundo a Polícia Federal, os elementos reunidos até o momento indicam a existência de uma possível estrutura organizada para o uso indevido de cargos públicos, incluindo práticas semelhantes à chamada “rachadinha”, com eventual exigência de repasse de parte dos salários de assessores.

Um dos alvos da operação é o vereador Greg Duarte (PL), que teve a residência e o gabinete alvo de buscas. Em pronunciamento na tribuna da câmara nesta terça-feira, ele negou irregularidades e afirmou que a assessora investigada exerce trabalho remoto, prática que, segundo ele, é comum no Legislativo. O parlamentar também declarou que não houve apreensão de valores e que suas contas não apresentam movimentações ilícitas.

Greg Duarte ainda questionou a condução da investigação, alegando motivação pessoal no caso e criticando a atuação do delegado responsável pelo inquérito.

Em nota, a Câmara Municipal de Angra dos Reis informou que não teve acesso formal aos autos, mas afirmou apoiar as investigações e se colocou à disposição para colaborar com as autoridades. A Casa destacou que eventuais medidas administrativas serão adotadas após o conhecimento detalhado do caso.

A Polícia Federal informou que o material apreendido será analisado e que as investigações continuam. Os envolvidos poderão responder, em tese, por crimes como falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder político e econômico.

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