ESTADO
A maratona do Carnaval consome muita energia e a reposição, com alimentos adquiridos nas ruas durante a folia deve ser criteriosa para que a descontração não coloque a saúde em risco. Helen Keller, superintendente estadual de Vigilância Sanitária, destaca algumas orientações para os festejos. Segundo ela, o consumidor deve optar por alimentos preparados na hora, bem cozidos e servidos quentes.
Keller reforça também que é importante observar as condições de higiene do local. É fundamental prestar atenção na maneira como os alimentos estão sendo manipulados e evitar aqueles que estejam expostos ao sol, à poeira e à ação de insetos .
“É importante que os estabelecimentos respeitem as normas vigentes, demonstrando cuidado com a qualidade do produto a ser comercializado. O uso de touca é importante. A recomendação é consumir os alimentos em locais limpos, frescos e dentro do prazo de validade. Maionese caseira, molhos expostos sem refrigeração, alimentos crus e bebidas com gelo de procedência desconhecida devem ser evitados”, reforça Helen Keller.
A população precisa estar atenta ao consumo de alimentos frescos e que estejam armazenados em temperaturas adequadas. Por conta do calor, a superintendente estadual de Vigilância Sanitária, indica dar preferência a alimentos de fácil digestão e refrescantes, como frutas, água de coco, sucos e refrescos. As barracas com grande fluxo de pessoas são as mais indicadas pois garantem maior rotatividade dos produtos e frescor dos produtos.
O consumo de alimentos mal conservados pode causar intoxicação alimentar, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Outros sintomas relacionados são desidratação, mal-estar gastrointestinal e queda da imunidade. Doenças pré-existentes, como hipertensão, diabetes e gastrite, podem piorar o quadro clínico. A recomendação é procurar atendimento em um posto de saúde caso sinta um desses sintomas.