Exposição no Museu de Arte Moderna conta um pouco da história e curiosidades do município

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RESENDE

Quem quiser saber um pouco mais da história de Resende, não pode perder a exposição “Resende, 220 Anos”, que acontece no Museu de Arte Moderna (MAM). Promovida pela prefeitura, por meio da Fundação Casa de Cultura Macedo Miranda, a mostra pode ser visitada até o dia 29 de outubro, de terça a sexta-feira, das 11 às 17 horas. O MAM fica na Rua Dr. Cunha Ferreira, 104, no Centro Histórico da cidade. A entrada é gratuita. Durante a visita, o público deverá usar máscara, manter o distanciamento e higienizar as mãos na entrada do museu.

O público que visitar a exposição conhecerá a história da cidade e curiosidades desses 220 anos. Através de 13 painéis, a mostra conta sobre o município a partir das sociedades originárias que povoavam essa região, passando pela chegada do primeiro núcleo de ocupação colonial, por volta de 1730, e todos os eventos e atores históricos que contribuíram para o surgimento e desenvolvimento da Vila de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova na cidade de Resende.

A exposição é dividida em dois setores. O primeiro setor trata da narrativa histórica que destaca diversas temáticas. Entre elas, o Povo Puri, que dominava o território da bacia do Rio Paraíba do Sul e a Serra da Mantiqueira; o processo de ocupação Colonial ainda na primeira metade do século XVIII; a Economia e a Sociedade do Café; a Resistência Negra ao regime escravocrata; os núcleos de imigrantes; a agropecuária; e o desenvolvimento. O segundo setor é destinado a história da cultura com destaque para o patrimônio cultural e natural, o calendário cultural e os bens materiais, a cultura indígena e afro-brasileira; e a imprensa em Resende.

O diretor do Arquivo Histórico, Ângelo Tramezzino, informa que além dos painéis com a narrativa histórica, a exposição conta com outros elementos em sua montagem. “Incluímos cartografias do século XVIII e XIX, peças históricas como ‘gira-mundo’, instrumento de tortura do período escravocrata, o estandarte da irmandade de ‘São Benedito’ da Igreja do Rosário, representações artísticas do boi-bumbá, do índio Puri, e os bonecos N’Golos, que representam a cultura africana, entre outras peças”, explica Tramezzino.

Para a diretora do MAM de Resende, Carmem Aguiar, é muito importante a retomada do museu com uma exposição tão significativa para a história da cidade. “A exposição é resultado de uma pesquisa realizada pelo Arquivo Histórico Municipal de Resende. O objetivo é que futuramente esse material fique exposto permanentemente no espaço que está sendo organizado, e que será destinado à história do município”, revela.

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