Estudiosos discutem uso medicinal do canabidiol em audiência pública no Legislativo de Resende

Por Cyntia Freitas

POLÍTICA

Profissionais que estudam tratamentos de saúde à base de canabidiol, pacientes que utilizam a substância e pais atípicos se reuniram na noite de quinta-feira, dia 10, na Câmara Municipal, para participar de uma audiência pública sobre o tema. O evento “Cannabis Medicinal: Avanços, Desafios e Perspectivas na Saúde Pública” foi realizado por iniciativa do vereador Tiago Forastieri (PP), a partir da aprovação do requerimento nº 001 de 06 de fevereiro de 2023 pela Casa. Dentre os convidados que compuseram a mesa de trabalhos na ocasião estavam: o médico Marcelo Moren, do Núcleo de Desenvolvimento em Medicina Canabidióide e integrativa (NDMCI); a presidente da Associação Brasileira de Acesso à Cannabis Medicinal do Rio de Janeiro (Abrario), Marilene Esperança; a farmacêutica Beatriz Santos; o presidente do Instituto CuraPro, Marco Antônio Carboni; o biológo Diego Rodrigues; e a advogada Paula Duarte.

Profissionais que estudam tratamentos de saúde à base de canabidiol, pacientes e pais participaram do debate-Divulgação CMR

Os estudiosos destacaram a falta de conhecimento da classe médica sobre o uso terapêutico da substância, a dosagem variável e individual capaz de atender às necessidades de cada paciente, o alto custo dos medicamentos -cada frasco de CBD custa cerca de R$470,00-, e o preconceito em torno do assunto. Marco Antônio Carboni, do Instituto CuraPro, declarou, ainda, que o Brasil está cerca de 20 anos atrasado nos debates sobre o uso terapêutico do canabidiol em relação aos países desenvolvidos.

O vereador Tiago Forastieri, por sua vez, ressaltou a importância de se buscar a ajuda da Defensoria Pública para ter acesso a esse tipo de medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Vale destacar que a Anvisa retirou o canabidiol da lista das substâncias proibidas e colocou na de controladas, em 2015. Desde então, a agência aprovou 23 produtos com a substância. No entanto, como o plantio da maconha é proibido no Brasil, os remédios são importados e caros, o que leva pacientes e famílias a entrarem na Justiça para obter os medicamentos pelo SUS.

No encerramento da audiência, Forastieri agradeceu a todos pela presença e afirmou que, de posse das informações colhidas durante o encontro, irá se reunir com o departamento jurídico da Câmara de Resende para discutir as medidas possíveis. “Iremos estudar as ações que podemos adotar para que o tema avance no município”, destacou.

CANABIDIOL

Cabe mencionar que o canabidiol pode ser indicado em casos de convulsões recorrentes, dores crônicas, autismo, glaucoma, Alzheimer, Mal de Parkinson, esclerose múltipla, entre outros. Ao lado do Tetrahidrocanabinol (THC), o canabidiol (CBD) é um dos principais componentes da maconha. Porém, enquanto o THC tem efeitos psicoativos e neurotóxicos, o CBD oferece possibilidades terapêuticas.

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