De Vila a cidade, uma história de sucesso e progresso

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RESENDE

O município de Resende completa 218 anos de emancipação político-administrativa, no dia 29. Como diz a letra do hino oficial: ‘Resendenses, entoemos um hino/Que fulgure qual mundo que sois/ A esta terra, que é um berço divino/ De poetas, de artistas, de heróis!”.

Com 131.341 habitantes (estimativa IBGE/2019), a cidade que foi auge na economia do Brasil durante a produção cafeeira tem um passado brilhante, construído a partir da força de brancos, negros e índios. Resende é destaque no turismo, no comércio e na indústria, além da extensa área rural, justificando o importante papel de destaque na economia do Rio de Janeiro.

ÍNDIOS PURIS

Os primeiros habitantes de Resende. Tribos nas margens do Rio Paraíba do Sul: Tamoios, Guarumirins, Guaranazes, Puris, Tupinambás, Temiminós, Guarulhos, Coropós e Goitacazes. As principais aldeias Puris eram onde hoje se situam as cidades de Lorena, Queluz e Resende (Vila da Fumaça).

Por volta de 1780, diante da dificuldade de derrotar os Puris, os brancos contaminaram as tribos com varíola. Para acabar com os constantes incômodos causados pelos índios houve sangrentas lutas e vários índios foram expulsos ou mortos. O último a morrer, em 1864, foi o índio Victorino Santará.

 

DATAS MARCANTES

1744 – As terras do atual município de Resende se tornaram conhecidas no Século XVIII, quando a febre do ouro e dos diamantes possibilitou o desbravamento dos atuais Estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais.

O coronel paulista Simão da Cunha Gago obteve licença para desbravar a região. No bairro Montese armou acampamento e a este lugar deu-se o nome de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova, o primeiro nome de Resende.

 

1756 – O povoado é elevado à categoria de Freguesia

 

1801 – No dia 29 de setembro de 1801, o povoado passa a ser considerado Vila de Resende, homenagem ao Conde de Resende, que era o Vice-Rei do Brasil. O Pelourinho da Praça do Centenário foi construído celebrando a data, naquela ocasião. Resende tinha apenas 4.000 habitantes. Hoje são 125.214 moradores, segundo o IBGE.

 

1821 – Foi construída a primeira ponte de madeira sobre o Rio Paraíba, mas ela foi destruída pela enchente de 1833. Outra ponte foi feita no fim do Século XIX, e em 1905 é inaugurada a Ponte Nilo Peçanha (Ponte Velha), com estrutura de ferro que resiste ao tempo até hoje. O cartão-postal da cidade.

1848 – No dia 13 de julho Resende deixa de ser Vila para ser elevada à cidade. A população naquela época era de 19 mil pessoas, sendo 9.814 livres e 8.663 escravos. O município era dividido em seis distritos: Cidade, Campos Elíseos, Bom Jesus de Sant’Ana dos Tocos (submerso pela represa do Funil), Boa Vista (hoje Engenheiro Passos), Santo Antônio da Vargem Grande e São Vicente Ferrer (hoje Fumaça).

 

1862 – Construção da ponte ferroviária do Surubi (Pontilhão).

 

1873 – Os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II chegaram acabando com a navegação no Rio Paraíba do Sul.

1870 – Inicio do fim da era do café com a retirada de cafeicultores para o Oeste Paulista. Construções históricas dessa época, como a Fazenda do Castelo permanecem na cidade.

 

1912 – Neste ano foi escolhido o primeiro prefeito, Antonio de Souza Pereira Botafogo, que passa a atuar a partir de 1913. Naquela época, a Vila de Resende ia da fronteira de São Paulo até pouco antes da Serra das Araras, além de fazer limite com Angra dos Reis e com Minas Gerais. Com o passar dos anos e com a criação de outras vilas, no entanto, Resende foi perdendo grande parte de seu território.

1940 – A Academia Militar das Agulhas Negras é implantada na cidade. Mais tarde, houve a construção da Rodovia Presidente Dutra, interligando Rio e São Paulo.

 

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