BARRA MANSA
Após oito anos, a Fundação Cultura de Barra Mansa passa por uma mudança na presidência. Marcelo Bravo deixou o cargo, e Alexandre Caneda assumiu a função nesta terça-feira, 4. Procurado pelo A VOZ DA CIDADE, Bravo destacou seu legado e as perspectivas para o futuro.
“A cidade se consolidou como uma liderança em políticas culturais no Estado e uma referência no Brasil”, afirmou Bravo. Ele ressaltou diversas conquistas ao longo dos anos, como a criação do Fundo Municipal de Cultura, que hoje conta com R$ 150 mil; a publicação de quase 40 editais culturais, ampliando o acesso à cultura na cidade; e o cadastramento de agentes culturais, que passou de sete em 2017 para 450 em 2024, com informações detalhadas sobre seus perfis socioeconômicos. Além disso, mencionou a manutenção das agendas do Conselho de Cultura e do Fórum Municipal, além de sua atuação como presidente do Fórum Estadual de Secretários de Cultura por cinco anos e também o fato de conseguir aplicar as Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc no período correto em que as verbas foram liberadas.
Bravo também destacou a reforma de importantes patrimônios históricos da cidade, incluindo o Palácio Barão de Guapi, a Fazenda da Posse, a Gare da Estação e a Igreja de Amparo. Outra iniciativa relevante foi a criação da Rádio Labfonia, uma unidade cultural.
Em relação à saúde financeira da Fundação, Bravo afirmou que, ao assumir o cargo em 2017, encontrou um passivo trabalhista de mais de R$ 300 mil, mas que hoje não há mais processos pendentes em nenhuma instância. Além disso, reforçou a reformulação do carnaval de rua, concedendo maior autonomia aos blocos. Segundo ele, aproximadamente 80% do Plano Municipal de Cultura, estabelecido para um período de dez anos, foi cumprido.
Sobre os próximos passos, Bravo disse esperar que o avanço cultural em Barra Mansa continue e que novas ações sejam implementadas. Quanto ao seu futuro, afirmou que seguirá atuando no desenvolvimento da política cultural em outros níveis e está preparado para novos desafios.
O novo presidente da Fundação Cultura, Alexandre Caneda, ocupava a vice-presidência desde janeiro e anteriormente foi secretário de Proteção e Bem-Estar dos Animais na gestão do ex-prefeito Rodrigo Drable. A Assessoria de Imprensa da Prefeitura administrada por Luiz Furlani, atual prefeito, foi procurada e foi direta dizendo que o motivo da saída de Bravo foi uma decisão do Executivo.